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Sanepar pede que população economize água para minimizar estiagem

No início de maio, Governo do Estado decretou situação de emergência hídrica por 180 dias em todo o Paraná


Sanepar pede que população economize água para evitar rodízio no abastecimento em Irati. Foto: Assessoria Sanepar


Paulo Henrique Sava, com informações do Portal G1

No dia 07 de maio, o governador Ratinho Júnior (PSD) decretou situação de emergência hídrica em todo o Paraná por sies meses devido à forte estiagem que afeta o estado desde junho de 2019. 

Como impacto desta seca, o sistema de abastecimento de água tem sido afetado. Na região de Irati, o sistema vem sendo suprido pela captação de água no Rio Imbituvão e por três poços artesianos. Mesmo assim, o diretor adjunto de comunicação e marketing da Sanepar, Hudson José, pede que a população continue economizando água para evitar que a cidade tenha rodízios no fornecimento. 
Se houver qualquer irregularidade no sentido de abastecimento em função de redução das fontes de captação, iremos estudar medidas alternativas para manter o abastecimento para a população. Por enquanto, temos a posição da região controlada, o que não impede a necessidade de as pessoas continuarem tendo uma postura de uso racional e econômico, para que esta situação continue e não corramos o risco de uma crise em função do uso indevido e elevado 
Segundo levantamento do Simepar, esta é a maior seca do Paraná nos últimos 30 anos. Esse problema reduziu a vazão dos rios e poços em todo o estado. Algumas regiões apresentam situações mais graves, como Curitiba e Região Metropolitana, onde o rodízio está sendo realizado desde o mês de março. Na região Oeste, a mesma medida foi adotada nas cidades de Medianeira, Palmas, Santo Antônio do Sudoeste e Pranchita. Laranjeiras do Sul e Pitanga, no Centro-Oeste, e Palmeira, nos Campos Gerais, fazem rodízio em situações mais emergenciais. 

Já na região Norte do Paraná, onde a estatal tem 18 sistemas de abastecimento, a vazão de rios e poços caiu cerca de 80%. Hudson diz que a companhia chegou a utilizar caminhões-pipas para abastecer as comunidades em situação mais grave.
É uma crise hídrica muito acentuada, muito forte. Nas regiões onde temos maior intensidade, chegamos a fazer uso de caminhões-pipas para socorrer as comunidades

Segundo o Simepar, dentro dos próximos 15 dias deve chover pouco mais de 100 milímetros. No entanto, desde o início do ano, foi registrado apenas 10% do volume histórico de precipitação dos últimos cinco anos. A Sanepar vem desenvolvendo uma série de medidas para reforçar a produção, reservação e distribuição de água tratada, o que pode ajudar a diminuir os impactos da estiagem, de acordo com Hudson.
A Sanepar tem seguido um protocolo de gestão de crise e que segue um planejamento prévio, onde iniciamos cada processo de acordo com a demanda. São várias ações que já realizamos. É importante destacar que, sem o envolvimento da população e que ela entenda o momento dramático que estamos vivendo, não conseguiremos ter 100% de efetividade. Neste momento, inclusive com a presença do coronavírus e da pandemia que afetou todo o mundo, temos uma demanda ainda maior de água para as necessidades humanas, que se ampliaram com novos hábitos de higiene e limpeza.
A Sanepar informa que o consumo residencial de água cresceu 11% durante a pandemia. 

Algumas medidas simples, como banhos menos demorados, fechar as torneiras ao escovar os dentes ou fazer a barba e a reutilização da água das máquinas e tanques para lavar calçadas, carros e regar plantas, podem ajudar na economia. Conforme Hudson, a Sanepar também tem feito um trabalho de aceleração de obras e implantação de novos sistemas de abastecimento em todo o Paraná.
Temos feito um trabalho que começou na Região Metropolitana, com aceleração de obras e implantação de sistemas, como um 6º conjunto de motobombas na estação de tratamento de águas do Iguaçu, antecipação de interligação de reservatório no bairro Uberaba, o chamado ‘reservatório corte branco’, que trouxe melhorias para toda a região sul da cidade. No estado, melhoramos o ponto de captação em Rio Negro, fizemos a redução da vazão de regularização da barragem Passaúna, estamos tocando a pleno vapor e intensificando as obras de barragem do Rio Miringuava. Temos também feito um trabalho constante de controle de perdas, incluindo geofundamento por equipes próprias e terceirizadas e o monitoramento de pressões. Tudo isto tem o objetivo de que passemos por este período da forma menos traumática possível. 
Segundo Hudson, outros órgãos, como o Instituto Água e Terra (IAT) e a Secretaria de Estado da Agricultura (SEAB), irão auxiliar na fiscalização do uso indevido e abuso no consumo de água no estado. 
Nós precisamos do reforço da população e contamos com isto no sentido de ter uso racional e econômico da água. São medidas simples mas importantes para que possamos passar por este período.