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Prefeitura destina tendas para acomodar pessoas que aguardam atendimento do auxílio emergencial

Tendas devem ficar durante 30 dias em frente da agência da Caixa. Funcionários da prefeitura estão organizando filas e consultando se a solicitação do benefício foi aprovada

Rodrigo Zub, com reportagem de Jussara Harmuch


Pessoas recebem senha e aguardam sentadas para serem atendidas. Foto: Jussara Harmuch
Doze funcionários da prefeitura estão auxiliando as pessoas que procuram a agência da Caixa Econômica Federal de Irati para receber o auxílio emergencial de R$ 600. Eles estão auxiliando na organização das filas e consultado se a solicitação realizada foi aprovada ou está pendente. Além disso, eles realizam a cópia dos documentos para quem não consegue baixar o aplicativo Caixa Tem.

O Gerente da Caixa, Roque Villand Policeno, cedeu uma impressora para agilizar o atendimento e evitar que os usuários tenham custos extras para impressão de cópias dos documentos pessoais. Para acabar com as longas filas que se formaram nas ruas ao redor do banco nos últimos dias, a prefeitura instalou tendas no local para que as pessoas possam ficar sentadas enquanto esperam para serem atendidas. Voluntários, funcionários da Caixa e da prefeitura de Irati, entre eles das secretarias de Assistência Social, Saúde e agentes comunitários, repassam as orientações e organizam a demanda.

Uma das atribuições do funcionário da secretaria de Assistência Social, Luan Biscaia, é consultar se a solicitação do auxílio-emergencial foi aprovada. Se o benefício já foi liberado, a pessoa é encaminhada para a fila para receber atendimento dentro da agência bancária.

Um ponto de internet foi instalado para o acesso ao site da Caixa, onde é possível verificar a aprovação do auxílio para quem não baixou os aplicativos. Também quem está no Bolsa Família e não possui cartão estava recebendo dos funcionários da prefeitura a autorização para saque.


Funcionários da secretaria de Assistência Social fazem cópias de documentos pessoais em frente a agência para agilizar atendimento. Foto: Jussara Harmuch
A nossa reportagem conversou com algumas pessoas que estavam aguardando para serem atendidas.  Andréia, que mora em Irati, diz que a solicitação do benefício há vários dias, mas o processo continua em análise. Ela afirmou que foi a agência bancária pela primeira vez desde que o auxílio foi liberado para conseguir ter acesso ao dinheiro. Já Ariele veio da localidade de Angaí, no interior de Fernandes Pinheiro, para receber o benefício. Outra pessoa relatou que fez o cadastro e teve o pedido aprovado. Porém, ela não conseguiu acessar o aplicativo pelo celular e se deslocou até a agência em busca de ajuda.

Já a psicóloga, Amanda Carolina, foi uma das voluntárias que ajudou a organizar a fila de atendimento para que as pessoas não fiquem juntas e expostas a possibilidade de contaminação. Sem trabalhar neste momento em função da pandemia de coronavírus, ela resolveu ajudar as pessoas necessitadas que procuram a Caixa Econômica Federal para receber o benefício do governo federal.

Conforme a prefeitura de Irati, as tendas instaladas na rua 15 de Novembro permanecerão no local por 30 dias para oferecer mais conforto as pessoas que tem cadeira para sentar e não ficam expostas ao sol e chuva, pois o local é coberto. As tendas têm capacidade para abrigar 350 pessoas e ficam no trecho entre as ruas Coronel Emílio Gomes e Munhoz da Rocha. Após o expediente bancário, apenas veículos de pequeno porte poderão transitar no local.

Número de pessoas que procura Caixa Econômica Federal para receber benefício do governo federal continua grande. Foto: Jussara Harmuch

Quem tem direito ao auxílio emergencial


Para receber o auxílio emergencial é preciso ter mais de 18 anos. Tem direito ao benefício os trabalhadores que não têm carteira assinada, autônomos, MEIs (microempreendedores individuais), desempregados e contribuintes individuais da Previdência.

A lei que criou o auxílio emergencial também estabelece limites de renda. Para receber, é preciso: que a família tenha renda mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135) que a família tenha renda per capita (por membro da família) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) não ter tido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018.

Funcionários públicos não terão direito ao auxílio, mesmo que estejam em contrato temporário. Também fica de fora quem recebe algum outro benefício, como BPC (Benefício de Prestação Continuada), seguro-desemprego, aposentadoria ou pensão. Quem recebe Bolsa Família poderá escolher entre continuar com ele ou optar pelo auxílio emergencial (não será permitido acumular os dois).