notícias

Biólogo chama atenção para cuidados com meio ambiente

Em entrevista à Najuá, presidente do PV-Curitiba, biólogo Raphael Rolim de Moura, destacou os cuidados com meio ambiente e a necessidade de ratificação do Acordo de Paris

Karin Franco, com reportagem de Jussara Harmuch


Foto: Jussara Harmuch
O presidente do Partido Verde (PV) em Curitiba e secretário da legenda no Paraná, biólogo Raphael Rolim de Moura, destacou em entrevista à Rádio Najuá, a importância dos cuidados com o meio ambiente e como a falta de cuidados impacta na situação atual do mundo.

Especialista em Gestão Ambiental, Raphael também destaca a necessidade de ratificação do Acordo de Paris em 2015.

Confira o áudio da entrevista no fim do texto

Coronavírus

De acordo com o presidente do PV-Curitiba, a atual situação de pandemia que o mundo passa devido ao coronavírus pode ser encarada com uma das consequências da falta de cuidado da relação homem e natureza.
O vírus circulava entre alguns morcegos de uma região da China e esse vírus para esse morcego não causava tanto mal, porém quando o homem passou a ter contato com esses morcegos, começou a agredir o ambiente natural desses morcegos, esse vírus tendo contato com o homem acabou gerando esses malefícios, disse.


Aquecimento global

Outra consequência apontada pelo presidente do PV-Curitiba é o aquecimento global.
O planeta ao longo da sua história, de milhões de anos, ele possuiu períodos de muito aquecimento ou resfriamento. O momento que hoje nós estamos é de aquecimento natural do planeta, porém a ação do homem, principalmente de poluição, emissão de gases do efeito estufa, nós estamos conseguindo interferir nesse aquecimento global mundial, agravando os efeitos, disse.

Ele explica que nos últimos 100 anos a temperatura da Terra aumentou 1°C e nos continentes, 0.5°C.
As pessoas pensam: ‘Poxa, se a temperatura hoje está 29°C e amanhã 28°C eu quase não sinto, como um todo. Esta é uma outra questão temos que começar a pensar, o planeta está totalmente interligado. Você aumenta 1°C e tem o descongelamento da geleira e ficam fora do mar, você tem aumento gradual do nível dos oceanos, grande parte das pessoas do planeta vivem em regiões litorâneas, então para onde vão as pessoas?, indaga.

O presidente do PV-Curitiba destaca que se não houver cuidado, a situação deve ficar mais grave.
Se continuar aumentando o corte de floresta amazônica isso vai interferir bem mais nos níveis de chuva da região Sul. Porque a transpiração das árvores da Amazônia fazem com que o nível de umidade, através das correntes de ar chegue na região Sul e nos traga chuva, disse.

Biólogo Raphael Rolim de Moura. Foto: Divulgação

Momento atual

Raphael alerta que a atual situação exige calma e sabedoria para decisões sejam tomadas de forma correta. 
Falta também hoje um pouco de calma aos governantes. As pessoas que governam um País, estado ou município devem ter um equilíbrio mental importante. No momento, as pessoas estão tensas, as pessoas tem medo de sair para as ruas para ter parte da sua vida mantida. Quando a pessoa liga a televisão, liga o rádio, e vê um governante destemperado e sem equilíbrio, isso amplia o caos, amplia o pânico. Nós temos que torcer para que os governantes tenham equilíbrio, tenham calma, disse.

Ter a informação real e concreta também é importante neste momento.
Tragam a informação real, até porque com a realidade nós conseguimos tomar melhores decisões. Vejo que muita gente tem tomado decisão, sem muita informação. Hoje se formos perguntar quantas pessoas no Brasil portam o coronavírus? Não sabemos. Quantas pessoas no Brasil já morreram por causa de alguma síndrome gerada por causa do coronavírus? Não sabemos. Nós lidamos sem ter a informação, comentou.
Acordo de Paris

O presidente do PV-Curitiba também falou sobre o Acordo de Paris, assinado em 2015 e que ainda precisa ser ratificado pelo Brasil. Em entrevista, ele explicou o objetivo do acordo.
Era de gerar no mundo uma ampla corrente para que as pessoas pensassem o quanto estamos poluindo, está afetando nossa vida global e vai afetar nossa saúde e quanto cada pais pode contribuir com isso, disse.

Segundo ele, o País precisa ratificar o acordo.
Ratificar o Acordo de Paris é mostrar para o mundo que o Brasil vai se preocupar com as emissões dos gases do efeito estufa, vai dar sua contribuição para diminuir os efeitos do aquecimento global e principalmente dará uma contribuição para a nossa saúde nos pequenos municípios, disse.