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ANAPCI completa 15 anos de existência

Presidente da ANAPCI agradeceu apoio recebido da comunidade e falou sobre os atendimentos em meio à pandemia de coronavírus

Karin Franco, com reportagem de Paulo Sava e Rodrigo Zub


Voluntárias da ANAPCI durante desfile cívico realizado em Irati. Foto: Teresinha Miranda Veres

A Associação do Núcleo de Apoio ao Portador de Câncer de Irati (ANAPCI) completou 15 anos na terça-feira (05). A presidente Teresinha Miranda Veres conversou com a nossa reportagem sobre a história da entidade. “Esses 15 anos foram com muito trabalho e dedicação dos voluntários”, disse.

Ela destacou que a entidade foi construída com a ajuda da comunidade e agradeceu o apoio recebido. “Nós expressamos nossa gratidão com alguém que de alguma forma colaborou e colabora com a nossa Casa de Apoio que tanto ajuda os pacientes com câncer”, agradeceu.

Atualmente, a ANAPCI atende aproximadamente 80 pacientes de Irati com doações de cestas básicas.

Atendimento

Com a pandemia do coronavírus, os atendimentos sofreram mudanças. A entidade chegou a cumprir as semanas de quarentena e após a reabertura adotou práticas de segurança no atendimento.

Os cadastros de pacientes novos estão sendo feitos na entidade. Porém, as visitas da assistência social na casa dos pacientes foram suspensas. As voluntárias atendem um representante da família que vai até o local realizar o cadastro. “Para iniciar o atendimento precisamos apenas da declaração que este paciente está em atendimento. Tendo a declaração em mãos, não há a necessidade de ir até à residência”, explica Teresinha.


As doações de cestas básicas continuam a ser feitas pelas voluntárias. No entanto, apenas duas voluntárias por dia fazem a montagem da cesta. As voluntárias fazem as entregas nas casas dos pacientes. “O atendimento das cestas que os nossos pacientes recebem, eles continuam recebendo”, comenta.

Internamente, a entidade também procurou tomar cuidados. A reunião das pessoas que produzem artesanato realizada às quintas-feiras foi suspensa. Mas o bazar continua, com orientações de segurança. Voluntárias do grupo de risco foram orientadas a ficar em casa e não ir aos bazares.

“Não conseguimos parar totalmente porque temos o compromisso com os nossos 80 pacientes”, relata a Teresinha.

Voluntárias registraram uma foto na frente da atual sede da ANAPCI, na rua Conselheiro Zacarias 156, para comemorar aniversário da instituição. Foto: Divulgação

Todos por Irati


A presidente ainda destacou que a entidade está participando da campanha “Todos por Irati” e pretende resgatar uma lista de pacientes que já passaram pela ANAPCI, a fim de verificar se precisam de ajuda. “São essas pessoas que não tem acessos a outros benefícios. São pessoas que são esquecidas, que acabam não tendo nenhum celular para acessar o aplicativo. E são essas pessoas que realmente não vão para um lugar para solicitar”, disse.

Doações

A presidente da ANAPCI disse que as doações diminuíram neste período de pandemia. “Sentimos que diminuiu um pouco, mas até mesmo porque paramos por um tempo”, explica.

Mesmo com a diminuição, a doação de cestas básicas não foi afetada já que há doações mensais de alimentos que já foram garantidas. Além disso, uma emenda parlamentar do deputado federal Aliel Machado (PSB) no ano passado tem ajudado a entidade a sustentar a doação de cestas. “Já temos um valor que dá para conseguir cumprir para eles por um bom tempo nesse ano”, disse Teresinha.

Atualmente, há quatro maneiras de doação. Uma delas é da conta de luz da Companhia Paranaense de Energia (Copel) por meio da Cobrança de Valores de Terceiros (CVT). “A pessoa vai até a ANAPCI, faz um cadastro e escolhe o valor que quer doar, o mínimo é R$ 3, e por quantos meses ela quer fazer a doação. Esse valor vem debitado na fatura de energia”, disse.

Outra doação é diretamente na ANAPCI. É preciso fazer um cadastro na entidade e todo o mês um motoboy busca a doação. O valor mínimo é R$ 10.

Também é possível doar através do Nota Paraná. Para isso, não pode colocar o CPF na nota fiscal que deve ser entregue à ANAPCI ou nas caixas disponibilizadas nos pontos de recolhimento.

O Supermercado Cavalin também contribui para a doação. “Ele [responsável pelo estabelecimento] faz uma doação mensal da porcentagem do valor dos tickets que a gente coleta”, disse.