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Unidade Sentinela monitora pessoas com sintomas de gripe

Em Irati, espaço fica instalado dentro do Pronto Atendimento da Vila São João, que é a unidade de referência no atendimento de pacientes suspeitos de coronavírus no município

Edilson Kernicki, com reportagem de Jussara Harmuch

Unidade Sentinela está equipada para receber pessoas com síndromes gripais e suspeitos de coronavírus. Foto: Paulo Sava
O chefe da 4ª Regional de Saúde, Walter Trevisan, salienta que as pessoas que apresentarem sintomas de gripe devem procurar a Unidade Sentinela instalada no Pronto Atendimento da Vila São João. “Temos na Vila São João uma Unidade Sentinela que está fazendo, semanalmente, cinco coletas de situações de gripe. Pessoas com estado gripal podem se dirigir à Vila São João, nessa nova Unidade do Pronto Atendimento, que é a referência também para o coronavírus aqui no município de Irati”, afirma Trevisan.

A coleta semanal de cinco amostras independe de haver suspeita para coronavírus. “O serviço está à disposição da população de forma organizada, através do serviço de epidemiologia dos Postos de Saúde. Quando os profissionais sentem que aquela pessoa precisa fazer uma coleta por estar em estado gripal, é feita”, diz. O Sentinela monitora a circulação viral não apenas do coronavírus, como de todos os vírus de doenças respiratórias, entre elas, Influenza e H1N1.


O primeiro caso de transmissão comunitária de Covid-19 no Paraná foi detectado em Campo Mourão graças ao Sistema Sentinela, método avançado de vigilância epidemiológica com 63 unidades no Paraná, presentes nas 22 Regionais e divididas entre sentinelas para síndromes gripais (SG) e para síndromes respiratórias agudas graves (SRAG).

O teste para detecção do SARS-CoV-2 (novo coronavírus) foi incluído no painel de exames das amostras Sentinelas realizado pelo Laboratório Central do Paraná (Lacen) desde 25 de março.
A Pesquisa de Vírus Respiratório analisa amostras de secreção respiratória enviadas pelas Unidades Sentinelas de todo o Paraná para a verificação de sete diferentes vírus, entre eles o da Influenza (gripe). O painel ajuda a indicar onde há vírus circulante, se é possível identificar contágio e tendências para a adoção de estratégias, como as campanhas de vacinação.

As Unidades Sentinela foram estruturadas há mais de uma década, quando o mundo enfrentava a pandemia de H1N1 e era necessário criar um mecanismo de previsão e de resposta rápida frente a novas epidemias. Assim, o sistema de vigilância epidemiológica mundial criou a rede de pontos de coleta para monitoramento, ao redor de todo o planeta.

No Brasil, as Unidades Sentinela estão presentes em todo o país e são responsabilidade dos governos estaduais. A Rede de Vigilância em Influenza, do Ministério da Saúde, reúne dados e informações sobre os vírus que estão transmitindo doenças no Brasil. Essas informações são compartilhadas com a Rede Mundial de Vigilância, da Organização Mundial de Saúde (OMS), que regula, instrui e orienta situações de doenças em todo o mundo.

As informações são da Agência Estadual de Notícias