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Manuseio de álcool em gel requer cuidados, recomendam bombeiros

Ainda que aliado na prevenção ao Covid-19 ao ser usado para limpeza de superfícies e higiene das mãos, o álcool em gel pode ocasionar acidentes domésticos

Da Redação, com reportagem de Rodrigo Zub


Foto: Ciro Ivatiuk/Hoje Centro-Sul
Ainda que seja um aliado na prevenção ao Covid-19, ao ser usado na limpeza de superfícies e higiene das mãos, o álcool em gel 70% é um produto inflamável e pode ocasionar acidentes domésticos, se não for adequadamente manuseado, alerta a comandante do Corpo de Bombeiros de Irati, Tenente Carla Spak.

“Há alguns anos, houve uma recomendação e até mesmo a proibição da venda de álcool líquido acima de 54% nos mercados, porque o índice de acidente doméstico com essa porcentagem de álcool, nas residências, era muito grande”, relembra.

A tenente observa que o álcool em gel 70%, que utilizamos hoje em dia, demora mais para evaporar e permanece mais tempo nas nossas mãos e nas superfícies onde é passado para desinfecção. Ela recomenda que todos que utilizarem o álcool 70% aguardem o produto evaporar antes de usar o fogão, por exemplo, ou de qualquer outra fonte de calor que possa vir a ter contato com a pele e gerar chama.

“A queimadura pode acontecer, sim, se tiver contato com essa fonte de calor. Geralmente, a chama deste álcool em gel é invisível ou não tão perceptível como as outras. Até que a pessoa se atente ao fato de estar queimando pode ocorrer uma queimadura mais grave”, enfatiza.

Devido à presença das crianças em casa durante todo o período de quarentena, com a suspensão do calendário letivo, o Corpo de Bombeiros orienta aos pais que redobrem o cuidado com o álcool em gel e o local onde o produto é acondicionado. “As crianças também têm sido orientadas a passar o álcool em gel e temos deixado o produto um pouco mais visível, mais acessível às crianças, justamente pelo perigo do coronavírus. Pedimos essa atenção dos adultos que, quando forem administrar [álcool em gel] nas mãos de uma criança, que seja sob sua supervisão”, alerta.

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Outro produto de limpeza cujo uso tem sido bastante difundido na prevenção ao coronavírus é o hipoclorito de sódio. É um produto que só pode ser usado dissolvido em água e serve para desinfetar águas destinadas ao consumo humano, piscinas e em processos de limpeza doméstica e hospitalar. Além disso, é um produto usado como matéria-prima para a fabricação de água sanitária, portanto, é bem mais concentrado, pois a água sanitária é obtida a partir da diluição do hipoclorito em água, o que torna a água sanitária menos perigosa e mais adequada para o uso diário. Dessa forma, Spak recomenda manter o produto longe do alcance das crianças para evitar o risco de intoxicação.

Redução de ocorrências

O registro de ocorrências em março, na comparação com março de 2019, teve redução de 27%. A Comandante do Corpo de Bombeiros atribui a queda ao isolamento social durante o período de quarentena, pois as pessoas estão em casa e isso reflete em menos acidentes de trânsito. “Também, porque as pessoas estão atentas às recomendações feitas pelo Ministério da Saúde, de não se buscar uma situação de saúde, nesse momento, a não ser que seja de uma gravidade maior. Há essa redução da procura, de um caso clínico um pouco menos grave, que estão sendo contornados com orientações em casa, justamente para que não haja essa superlotação em postos de saúde e nos ambientes hospitalares”, justifica. Outro reflexo da quarentena é a queda nos acidentes de trabalho.

“Estamos trabalhando com o Setor de Prevenção a portas fechadas, mas temos nosso telefone, que é o (42) 3422-7929, no qual a pessoa pode fazer seu agendamento para a entrega de documentos, entrega de projetos e para a solicitação de vistorias. Neste momento, está sendo de maneira mais lenta porque estão sendo atendidos os casos mais urgentes e as questões vindas do Ministério Público. Pedimos ao pessoal que se acalme, porque o comércio estava fechado e há uma diminuição dessa procura, mas o Setor de Prevenção está à disposição para qualquer dúvida”, conclui.