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Direção da Santa Casa esclarece disponibilidade de leitos de UTI

Hospital ofereceu à SESA oito leitos de UTI para o enfrentamento à Covid-19, desde que o Estado fornecesse oito monitores e oito respiradores

Da Redação, com reportagem de Paulo Sava


Entrada da Santa Casa de Irati. Foto: Jussara Harmuch
O administrador da Santa Casa de Irati, Sidnei Barankevicz, informa que o hospital fez uma solicitação à Secretaria de Estado da Saúde (SESA), em março, quando ofereceu ao Estado oito leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), desde que o governo fornecesse os respiradores necessários para esses leitos e oito monitores. Apesar do que foi manifestado pelo secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, na quarta-feira (8), a esse respeito, a Santa Casa ainda aguarda uma resposta do secretário de Saúde, Beto Preto.

“Com ajuda do prefeito Jorge Derbli, recuperamos alguns respiradores que estavam parados, necessitando de manutenção. Já foram recuperados cinco respiradores e o prefeito nos fez um termo de cessão de seis monitores multiparâmetros, que chegaram hoje [quinta, 9]. Estamos podendo habilitar seis leitos. Porém, essa habilitação precisa ser feita pela Secretaria Estadual de Saúde e pelo Ministério da Saúde e, até o momento, não temos nenhuma informação, nenhuma resposta se vai ser habilitado ou não”, esclarece.


Diante disso, segue válido o procedimento adota até agora: se um paciente precisar de um leito de UTI devido à Covid-19, será a Central de Leitos que vai regular e encaminhar o paciente. Cabe a ela definir onde há vaga: Campo Largo, Curitiba ou Ponta Grossa, que são, por enquanto, as referências para os pacientes da região.

“Esses 16 leitos de retaguarda nos pegaram de surpresa mais ainda. Porque não solicitamos [habilitação] nem temos esse espaço, não temos leitos de retaguarda. O que oferecemos para a SESA são quatro leitos pediátricos, mas clínicos, porque não temos UTI pediátrica em Irati, temos a UTI Neonatal. Conseguimos oferecer quatro leitos para atendimento clínico pediátrico caso seja necessário”, explica.

Barankeviz ressalta que a própria Central de Leitos definiu o encaminhamento de pacientes da região para os hospitais de referência Hospital Universitário Regional, em Ponta Grossa, e Hospital do Rocio, em Campo Largo, para que os pacientes infectados pelo SARS-CoV-2 (novo coronavírus, que causa a Covid-19), não fiquem “peregrinando”. Se estiverem ocupados todos os leitos dos hospitais de referência, aí, sim, a Central de Leitos vai regular os leitos que estiverem disponíveis na região.