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Com seis casos confirmados, dengue volta a preocupar Irati

Dois casos são importados e quatro são autóctones, ou seja, contraídos no município

Da Redação, com informações da Secretaria de Saúde


Foto: Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Irati
O Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Irati emitiu boletim que destaca a confirmação de seis casos de dengue. O boletim foi divulgado na segunda-feira (6). De acordo com o documento, o município registra dois casos importados e quatro casos autóctones, ou seja, que foram contraídos na própria cidade.

O Governo do Estado do Paraná decretou epidemia de dengue no dia 3 de março. O controle da proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor de transmissão da doença, está sendo executado pelo Setor de Endemias. Apesar disso, a população deve aproveitar o período de quarentena e a presença em casa para contribuir com sua parte: limpe seu quintal, remova qualquer recipiente que possa acumular água parada e faça a separação e destinação adequada do lixo.

“Pedimos a todos que aproveitem esse momento de afastamento social para dar uma olhada em seu quintal, não só no seu, mas no do vizinho também. Porque, às vezes, você cuida do seu quintal, mas o do vizinho que tem os focos e vem para o teu. Vamos nos juntar, fazer uma grande ação e eliminar os focos”, recomenda a secretária de Saúde, Jussara Aparecida Kublinski Hassen.

De acordo com a secretária, o município possui hoje 506 focos. O Centro é o local com maior concentração de focos, segundo ela. “Precisamos dar um olhar especial à dengue. Acolha nossos agentes de endemias, que estão todos identificados com coletes e crachás. Acolha-o, para que ele possa ajudar a você. Mais uma vez o apelo do município de Irati e da Secretaria Municipal de Saúde para acolher os agentes da dengue e nos ajudar nesse combate”, enaltece.

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“Nossa preocupação é que, antes, não tínhamos o doente de dengue, apenas o mosquito. Agora, temos o mosquito e temos o doente de dengue”, aponta o enfermeiro Agostinho Basso. A simples picada do mosquito não vai transmitir dengue. Apenas a fêmea pica – isso faz com que amadureçam seus ovos – e se torna infectado quando suga o sangue de uma pessoa doente, no curto período em que essa pessoa tem várias partículas do vírus circulando no sangue.

O mosquito será portador do vírus, mas ainda não será capaz de transmiti-lo. Leva de dez a 12 dias para que as partículas do vírus se disseminem pelo organismo do Aedes aegypti, se multipliquem e invadam suas glândulas salivares. Somente a partir daí é que o mosquito se torna capaz de transmitir o vírus a outra pessoa. Portanto, quando há transmissão é porque o foco já existe há algum tempo. Daí a importância de manter os quintais sempre limpos.

Os sintomas da dengue costumam se manifestar com febre, que dura de dois a sete dias, náuseas, vômitos, manchas avermelhadas na pele, dor muscular, dor de cabeça e dor atrás dos olhos. Sinais de alerta para a dengue são dores abdominais fortes e contínuas; vômitos persistentes; pele com aspecto pálido, frio e úmido; sangramento pelo nariz, boca e gengivas; manchas vermelhas na pele; comportamento que varia de sonolência a agitação; confusão mental; sede excessiva e boca seca; dificuldade respiratória e queda da pressão arterial. Apresentando esses sintomas: procure um médico. Dengue mata.

Entre a Semana Epidemiológica 31/2019 (agosto) e a Semana Epidemiológica 14/2020 (a semana corrente), foram notificados 226.921 casos suspeitos de dengue em todo o estado; dos quais foram confirmados 100.831 de dengue. Nesse intervalo, foram 1.440 casos de dengue com sinais de alarme e 156 de dengue grave; o que totaliza 102.247 casos. Metade dos casos de dengue grave (78) no Paraná veio a óbito. Os dados são do Boletim Dengue 33/2020, da Secretaria de Estado da Saúde (SESA).