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Sobe para quatro o número de casos suspeitos de Covid-19 em Irati

Números ainda não aparecem no boletim da Secretaria Estadual, pois o sistema do Ministério da Saúde para atualização dos casos segue instável
Da Redação, com reportagem de Paulo Sava e informações da SESA 
Foto: Imagem ilustrativa
O número de casos suspeitos, em investigação, de Covid-19 em Irati quadruplicou. Nenhum caso, porém, foi confirmado tampouco descartado até agora, de acordo com a enfermeira Jessica Mattos, do setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, que apontou dados relativos à quinta-feira (19).
As novas estatísticas ainda não constam no boletim da Secretaria de Estado da Saúde (SESA) porque o sistema utilizado pelo Ministério da Saúde para a atualização dos casos, segue instável durante esta semana. Sem acesso ao sistema, a SESA não tem como descartar novos casos, nem como analisar e indicar em quais municípios estão os novos casos suspeitos. Portanto, os dados apresentados pelo Ministério da Saúde e pelas Secretarias Municipais podem ser divergentes.
Jessica indica que todos os casos suspeitos notificados até o momento são importados, ou seja, o contágio não ocorreu dentro do município. O número também subiu em função da mudança do protocolo do Ministério da Saúde quanto ao que se considera caso suspeito. “Até ontem (quarta, 18), entendíamos como caso suspeito toda aquela pessoa que apresente os sintomas – febre associada a pelo menos um sintoma respiratório, como tosse ou coriza, e que tenha histórico de viagem para o exterior nos últimos 14 dias. Agora, vai se considerar um caso suspeito todo mundo que tiver esses sintomas e que tenham estado na cidade de São Paulo e do Rio de Janeiro. Repito, na cidade e não no estado”, detalha.
Para os quatro casos suspeitos, foi realizada a coleta de amostras, que foram encaminhadas ao Laboratório Central (Lacen) e ainda aguardam resultado, que demora de quatro a sete dias para ficar pronto. A primeira notificação de caso suspeito foi de uma mulher, de 57 anos, que passou pela Itália e retornou ao município no início de março. “Ela chegou da Itália já com a orientação dos aeroportos de permanecer em isolamento sete dias em casa. Ela começou a manifestar sintomas no dia 12 de março. Até ela não manifestar sintomas, ela não era caso suspeito. Era só uma pessoa que veio do exterior e por recomendação tinha que ficar em isolamento. A partir do momento que ela manifestou sintomas e se enquadrou como caso suspeito aí entra no isolamento de mais 14 dias a partir do primeiro dia de sintomas”, explica Jéssica.
Os outros casos monitorados são de um casal, que também passou pela Europa, na faixa etária entre 30 e 33 anos, e de outra mulher, que esteve no exterior. O setor de Epidemiologia informa que para manter a privacidade dos pacientes deixará de divulgar o local que eles viajaram. “Temos quatro casos em investigação aguardando exame. Todos estão bem. Idade entre 30 e menor de 60 anos. Um homem e três mulheres”, afirma a enfermeira-chefe do setor de Epidemiologia, Denise Homiak Fernandes. Ainda conforme ela, nenhuma pessoa faz parte dos grupos de risco e todos tiveram sintomas leves do vírus. "Todos estão isolados e passam bem", reforça Jéssica.
A enfermeira salienta que a principal medida para conter o avanço da pandemia é o isolamento social e que, por enquanto, o diagnóstico mediante exame não tem importância clínica crucial, uma vez que toda pessoa com sintomas de gripe ou resfriado já deve ser observada como uma possível suspeita e permanecer em casa. “O exame, nesse momento, não traz nenhum benefício se o fizermos indiscriminadamente. Existem uma comissão que avalia cada caso, a todo momento estamos recebendo informações na Vigilância Epidemiológica, está sendo investigado e averiguado. A definição de caso suspeito é feita em conjunto com o Estado”, afirma.
Até segunda ordem, todas as consultas e exames eletivos feitos na “Casa Verde” estão suspensos, informa a secretária de Saúde, Jussara Kublinski Hassen, a fim de evitar expor o público ao risco de contágio. Consultas eletivas feitas em Curitiba, que demandam transporte até a capital, não serão feitas. A Fisioterapia e o consultório de Psicologia também suspenderam atendimentos. A puericultura (pesagem de crianças) nas Unidades de Saúde foi suspensa, mas as mães não perderão benefícios do Bolsa Família por não levar os filhos para a pesagem, assegura Jussara.

Casos confirmados já são 23 no PR

O número de confirmações em Curitiba mais do que dobrou: eram oito e passou para 17, segundo boletim divulgado pela SESA nesta quinta (19). Os nove casos novos são de cinco mulheres e quatro homens, com idades entre 22 e 81 anos, que estiveram em São Paulo, Itália e Espanha. Além destes, há os demais casos já registrados: dois em Cianorte, um em Campo Largo, um em Foz do Iguaçu, um em Maringá e um em Londrina.
Além dos 23 confirmados, a Sesa tem atualmente 146 casos em investigação e 122 descartados no Paraná, totalizando 291 notificações. Os municípios de Guaratuba, Paranaguá, Renascença, Arapongas, Faxinal e Toledo ainda não haviam registrado suspeitas da doença.