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Empresa licitada para realizar coleta de lixo inicia atividades em Irati

Ecovale iniciou coleta do lixo orgânico nesta semana. Empresa realizará serviço por R$ 126 mil mensais


Lenon Diego Gauron


Empresa Ecovale já realizou coleta do lixo em outros municípios da região como é o caso de Cruz Machado (em destaque na foto)

Em entrevista no programa “Meio Dia em Notícias” na semana passada, a secretária municipal de Ecologia e Meio Ambiente, Magda Adriana Lozinski, comentou sobre a situação da coleta do lixo orgânico, que foi realizada nos últimos dias pela empresa HMS Resíduos em um contrato emergencial. A partir desta semana, o serviço passou a ser executado pela Ecovale Tratamento de Resíduos Urbanos.


“Então em dezembro, janeiro e fevereiro, a gente atendeu o contrato emergencial junto à empresa HMS, porém, na segunda semana de janeiro, depois de vários recursos e contra recursos, o Tribunal de Contas do Estado [TCE/PR] enviou para a prefeitura municipal o acórdão que deveria estar sendo seguida a licitação de outubro, a qual tinha como empresa vencedora a empresa Ecovale. A empresa HMS fez a sua atividade normalmente até agora, dia 29 de fevereiro e, na segunda-feira, dia 2 de março, já será a empresa Ecovale que assumirá a coleta de orgânicos no município de Irati”, disse a secretária na entrevista realizada na terça-feira passada, 25, quando o contrato com a HMS ainda estava em vigor.

Segundo Magda, o contrato emergencial não tem um prazo preestabelecido a ser cumprido e pode ser encerrado assim que a nova empresa inicie os seus trabalhos. Ela explicou também os motivos da demora para a Ecovale assumir os serviços. “Então a gente conseguiu resolver todos os pontos que faltavam junto ao Tribunal de Contas, junto ao Ministério Público, e a gente enviou o comunicado da HMS obedecendo um prazo, avisando que eles fariam o trabalho até o dia 29 de fevereiro e, posteriormente, a empresa Ecovale assume a coleta de resíduos no município de Irati. Por parte da empresa Ecovale não faltava nenhum documento, o que houve foram recursos das empresas que participaram da licitação, abrindo alguns pontos em relação à planilha de custos, em relação à documentação apresentada. Foi levado tudo ao Tribunal de Contas, onde o mesmo fez o estudo de caso, onde concluiu que tudo que foi seguido pelo município está correto”, diz Magda. 



Ela citou que o contrato emergencial com a HMS para coleta do lixo orgânico custava R$ 126 mil mensais. O mesmo valor será pago para a Ecovale realizar o serviço. Magda salienta que esse custo será R$ 66 mil a menos do que era pago para a HMS, que estava atuando em Irati desde 2013. “O valor negociado com a empresa Ecovale será de R$ 126 mil por mês, então não se alterará este valor. Hoje, a empresa HMS está fazendo por esse valor [no contrato emergencial]. Em dezembro o valor que era pago para a HMS [quando foi encerrado o contrato anterior] era de R$ 192 mil”, relatou.

Contudo, de acordo com Magda, a diminuição no valor do contrato com a nova empresa não será repassada ao contribuinte, uma vez que o reajuste da taxa da coleta de lixo feita em 2018 considerou todos os custos que a prefeitura tem para executar o trabalho. “Não é que a gestão só quis aumentar o preço da taxa de lixo, mas sim porque, desde 2006, quando foi criada a lei da taxa do lixo, ela não foi reajustada. Então nesses 12 anos de trabalho não se levou em consideração o aumento do preço do diesel, a manutenção da frota, o aumento do número de bairros do município a serem atendidos pela coleta, então por isso foi o aumento da taxa do lixo. Hoje a taxa do lixo cobre exatamente o custo que a prefeitura tem com a execução deste trabalho”.

A secretária comentou também sobre a situação do aterro sanitário e rebateu as críticas feitas pela oposição da atual gestão. “O terreno onde é realizado o aterro não pertence à prefeitura de Irati e esse é um problema que já vem desde 2001. Ele está penhorado para a União, hoje ele é do Governo Federal, a gente não pode fazer nenhum tipo de investimento nele porque ele não é um bem do município. Tudo o que foi feito lá, foi sendo coberto e enterrado. Não foi feito um investimento e pensado a longo prazo”, frisou.

A secretária ainda disse que a empresa Atena Engenharia Industrial recebeu aval positivo para a liberação do financiamento internacional para a aquisição das máquinas a serem instaladas na indústria de processamento de lixo domiciliar e sua transformação em madeira biossintética, o que pode ajudar a “aliviar” a situação do atual aterro sanitário do município.