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Recomendação do MP leva Irati a rever decisão de reabrir comércio no dia 6

Uma nova reunião deve ser convocada para sexta (3) ou sábado (4). Mudança dependerá da evolução do número de casos de coronavírus em Irati

Da Redação, com reportagem de Paulo Sava


Em participação no programa Meio Dia em Notícias, secretária de Saúde, Jussara Kublinski Hassen, prefeito Jorge Derbli e enfermeiro Agostinho Basso, falaram sobre possibilidade de retomada das atividades comerciais em Irati

Diante da recomendação realizada pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Irati, o prefeito Jorge Derbli pode rever a decisão que autorizou a reabertura do comércio a partir da próxima segunda-feira (6). O acordo foi feito em reunião no último sábado (28), com a Associação Comercial e Empresarial de Irati (ACIAI), que representa cerca de 540 associados da indústria e do comércio iratiense.

Uma nova reunião deve ser convocada para sexta (3) ou sábado (4). A mudança dependerá da evolução do número de casos de coronavírus em Irati. Permanece válida, por enquanto, a abertura apenas de comércio considerado essencial – venda de alimentos e de medicamentos, por exemplo. “Estamos ainda fazendo um estudo com a parte jurídica da Prefeitura e fazendo uma análise mais criteriosa desse assunto do comércio e da prestação de serviços. Estamos liberando só atividades essenciais, no nosso modo de ver. Isso, ainda, até o final de semana, até sexta-feira (3), teremos uma nova posição, para todo mundo, se abre ou não o comércio no dia 6, segunda-feira”, ressalta o prefeito.


O presidente da ACIAI, Elias Mansur, considera pertinente a decisão de Derbli em postergar a decisão sobre o retorno da abertura para o comércio em geral para a sexta-feira (3). “Muitos entraves estão acontecendo no meio do caminho. Estava vendo o decreto do governador do Estado, que deixa para que os prefeitos legislassem como quisessem. Entendo que cada município tem seu posicionamento, de acordo com a saúde do nosso município. Preservar vidas é uma coisa muito importante, mas tem a questão econômica e acredito que até mais uma semana o pessoal não comece a gritar. Minha preocupação e a dos empresários é a questão econômica: como vamos pagar, no início do mês, nossos funcionários? Sabemos que muitos não têm fluxo do caixa formado e vai haver certo transtorno”, diz.

Apesar da preocupação com os rendimentos dos lojistas e com o pagamento dos funcionários, Mansur corrobora com a perspectiva do prefeito Derbli em estender o prazo de quarentena. “Ele é nossa autoridade e está enfrentando as mesmas dificuldades que temos aqui. Tudo o que temos aqui repassamos, na medida do possível, para que todos tomem a decisão mais acertada, sempre respeitando as autoridades de Saúde, que são eles que sabem como está se desenvolvendo essa situação. Fico feliz que, no nosso município, não tivemos nenhum caso até o momento e isso nos traz segurança”, pondera.

Segundo o prefeito, a ACIAI está sendo muito consciente e mostrando bom senso. “Sei que é difícil manter o comércio fechado. Mas, ao mesmo tempo, acho que se abrir o comércio, como muitas pessoas queriam abrir hoje [segunda, 30], muitos poucos fregueses iriam às lojas. As pessoas estão em casa, estão economizando, não estão saindo e estão conscientes”, reafirma.

Derbli explana que a decisão em reavaliar a possível data de reabertura do comércio foi baseada na recomendação emitida pelo Ministério Público, em documento encaminhado pelo Ministério Público do Trabalho e deve seguir, ainda, às orientações do Governo do Estado. Na recomendação, o MP solicitava ao município que se abstivesse de efetuar qualquer liberação contrária às medidas de isolamento até agora vigentes.

Na reunião de sábado (30) foi decidido retomar as atividades da indústria, construção civil, lojas de materiais de construção e clínicas veterinárias a partir de quarta-feira (1º) e o restante do comércio e da prestação de serviços, a partir de segunda (6). Ficariam ainda impedidos de atuar os profissionais dos salões de beleza, barbearias e clínicas de estética, devido à proximidade com o cliente necessária para que o profissional desempenhe o serviço. Academias também permanecem fechadas, devido à aglomeração de pessoas em local fechado e por compartilharem equipamentos.