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Unicentro retoma trabalhos para instalação de incubadora tecnológica em Irati

Projeto teve início em 2012. Custo inicial para instalação é de R$200mil

Paulo Henrique Sava
O Campus de Irati da Universidade Estadual do Centro-Oeste – Unicentro – retomou no mês de setembro os trabalhos para instalação de uma incubadora tecnológica na instituição. O projeto foi iniciado em 2012, mas foi paralisado. Recentemente, a Universidade retomou o projeto após uma reunião com possíveis parceiros para a efetivação do projeto. Além de Irati, existe um projeto de incubação a distância, com a implantação de uma incubadora em São Mateus do Sul. A princípio, a sede da incubadora funcionará no campus da Unicentro no Riozinho, em Irati.
Recentemente, a professora do Departamento de Administração e chefe da Divisão de Propriedade Intelectual, Dayana Carla de Macedo, utilizou a tribuna da Câmara de Vereadores para explanar sobre o projeto. Segundo dados da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), incubadoras e parques tecnológicos são entidades promotoras de empreendimentos inovadores. Ainda de acordo com o estudo, feito em parceria como Sebrae, o Brasil possui atualmente 369 incubadoras em operação, que abrigam 2310 empresas e 2815 já graduada, ou seja, já estão prontas para o mercado. 
Dayana explica que a incubadora tecnológica tem o objetivo de oferecer suporte a empreendedores, para que eles possam desenvolver ideias inovadoras e transformá-las em empreendimentos de sucesso. “Para isto, oferecem infraestrutura e suporte gerencial, orientando os empreendedores quanto a gestão do negócio e a sua competitividade, entre outras questões essenciais ao desenvolvimento de uma empresa”, frisou.  
Uma incubadora pode gerar até 52250 postos de trabalho, com faturamento ultrapassando R$15 bilhões por empresa. “Ao oferecer suporte ao empreendedor, a incubadora possibilita que o seu empreendimento tenha mais chances de ser bem sucedido, além de ter condições favoráveis de infraestrutura e capacitação dos empreendedores. As empresas, pelo fato de estarem em um espaço onde há vários empreendimentos inovadores do mesmo porte, contam com inúmeras conexões que favorecem o desenvolvimento do negócio e seu acesso ao mercado”, frisou Dayana. 
A professora comenta que, no caso de incubadoras tecnológicas, os empreendimentos têm acesso as universidades, instituições de pesquisa e desenvolvimento, com as quais muitas das empresas incubadas mantém o vínculo, o que ajuda a reduzir os custos e os riscos do processo de inovação, pois permite o acesso a laboratórios e equipamentos que exigiriam um investimento elevado.  
Segundo a professora, a Incubadora Tecnológica de Irati não terá fins lucrativos e será do tipo mista, que terá como missão disseminar a cultura empreendedora e proporcionar um ambiente adequado para programas de pré-incubação, de incubação de programas tecnológicos, buscando gerar novas empresas de economia e base tecnológicas ou de setores tradicionais na região de Irati. Segundo Dayana, a incubadora trará reflexos diretos para a economia local.  
Entre os objetivos específicos da incubadora, estão o fomento a criação e instalação de empreendimentos empresariais que comportem inovação tecnológica e a capacitação tecnológica, administrativa, contábil e financeira de mercado, utilizando de mecanismos e instrumentos didáticos e pedagógicos disponíveis, além de promover a integração entre as Instituições de Ensino Superior e Técnico de Irati e os vários órgãos do setor produtivo privado, sociedade civil e setor público.  
O projeto terá seus recursos previstos na Lei Orçamentária Anual de 2017. “Certamente todo este processo demandará o envolvimento de entidades locais públicas e privadas para sua efetivação, bem como a captação de recursos. O valor previsto a ser aprovado pela Câmara de Vereadores é de R$200 mil, sendo que R$70mil serão de material de consumo, R$20 mil de serviços de terceiros, R$80mil de serviços de Pessoa Jurídica e R$30 mil em equipamentos e material permanente”, frisou. 

Opinião dos vereadores

O vereador Antônio Celso de Souza, o Xoxolo (PSD) destacou que a incubadora tecnológica deve ter maior atenção por parte da administração municipal, pois futuramente ela poderá dar uma sustentação econômica muito grande para toda a região. “Aqui, nós temos nossos filhos, nossos amigos, e queremos, num futuro bem próximo, ter uma cidade pujante e inovadora. Iniciando este trabalho, conquistando, trazendo recursos, inovando, buscando parceiros, trazendo pessoas que tenham capacidade de crescer junto com a cidade, de serem empreendedoras, eu acredito que toda a cidade ganha”, ressaltou.
Dayana pediu que os novos vereadores possam dar continuidade ao projeto, porque a aprovação do recurso de R$200 mil será utilizado apenas para a implantação da incubadora. “Para que este projeto se efetive e se concretize de maneira longínqua, é interessante que tenha apoio da sociedade civil e também dos setores público e privado. Para os atuais e futuros gestores, é interessante que todos estejam em prol deste projeto”, comentou. 
O presidente da Câmara, Vilson Menon (PSD) destacou a importância da criação da incubadora, porém, ele afirmou que não há um projeto de lei específico sobre o tema na casa. “É preciso que os futuros vereadores, que estarão aqui, e que o futuro gestor, sigam a LOA e alimente este projeto, porque senão ele será uma semente plantada que, se não for regada, seca. Realmente, a incubadora é de extrema importância, eu acho que seguimos um caminho bem interessante em relação a ela”, frisou.