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Secretário comenta andamento de obras do projeto Asfalto Novo

Greve na Refinaria da Petrobras em Araucária, que fornece o Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP), atrasou o cronograma

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub 
Secretário de Arquitetura, Engenharia e Urbanismo, Adriano Batista, e a engenheira Jéssica Custódio, falaram sobre andamento das obras de pavimentação em Irati durante entrevista no programa "Meio Dia em Notícias" da Super Najuá FM 92.5/ Rayla Franco
O secretário municipal de Arquitetura, Engenharia e Urbanismo, Adriano Batista, e a engenheira Jéssica Custódio, que fiscaliza as obras, falaram sobre o andamento dos serviços do Projeto “Asfalto Novo” durante o programa “Meio Dia em Notícias” de quarta-feira (5). Lançado em setembro, foi anunciado como o maior projeto de pavimentação da história de Irati.
O valor do contrato com a TCE Engenharia Ltda. (Construtora Triunfo) é de R$ 11.540.548,93, dos quais R$ 10 milhões provêm do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (FINISA), linha de financiamento da Caixa Econômica Federal que visa facilitar e ampliar a concessão de crédito para obras de saneamento, transporte, logística e energia. O período de carência é de 24 meses e de amortização de até 96 meses.
O “Asfalto Novo” contempla ruas do Centro, do bairro DER, da Vila São João, do Alto da Glória, do Rio Bonito, do Jardim Califórnia, do Canisianas, da Colina Nossa Senhora das Graças, do Jardim Virgínia, do Jardim Aeroporto e do Stroparo, no quadro urbano. Na área rural, são previstas intervenções nas localidades de Guamirim, Cerro da Ponte Alta, Gonçalves Júnior, Pinho de Baixo e Rio do Couro.
Outras localidades receberam investimentos em asfalto oriundos de outros convênios, com contrapartida municipal. É o caso da Rua Augusto Anciutti Sobrinho, na Vila Matilde, que dá acesso ao campus do Instituto Federal do Paraná (IFPR) de Irati, e de ruas do bairro Camacuã, já concluídas.
A frente de trabalho que executa melhorias no bairro DER sofreu um ligeiro atraso em função da paralisação da Petrobras, que fornece o Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) à TCE. Esse produto é aplicado na produção do Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), ou seja, a capa asfáltica. No DER, foram realizadas a limpeza das ruas e bueiros e a desobstrução de galerias pluviais. A reperfilagem e pavimentação de cerca de 22 mil m² de vias públicas do bairro, que representam investimento de R$ 1,5 milhão, dependem do encaminhamento do derivado de petróleo.
“Ele faz parte, é um ligante, um compósito do CBUQ, vulgarmente chamado de asfalto. Pontualmente, através da greve que ocorre na Petrobras em Araucária – ela produz esse subproduto, o CAP, que as usinas de asfalto acabam usando – temos uma possibilidade de prejuízo no cronograma, mas isso não quer dizer que esteja parada a obra. O bairro DER está pronto para receber a última camada que faz a complementação em cima do CBUQ”, justifica o secretário.
Rua Angelo Beraldo, no Jardim Virgínia, já recebeu camada de pedra brita antes de ser pavimentada / Paulo Sava
Adriano destaca que, enquanto não se resolve a greve para Refinaria da Petrobras em Araucária (REPAR), as frentes de trabalho se concentram na Vila Matilde e no Jardim Virgínia. Neste momento, as equipes efetuam serviços de drenagem de galerias pluviais na Rua Haiti, na entrada do bairro Engenheiro Gutierrez.
A engenheira Jéssica Custódio, que fiscaliza as obras, relembra que o financiamento através do FINISA contempla os serviços em cerca de 50 ruas (36 com recapeamento e 13 com pavimentação), distribuindo 50% do contrato para recape e 50% para novas pavimentações. A escolha de ruas adotou como critério o maior número de protocolos oriundos da população e indicações dos vereadores.
“Do financiamento do FINISA, estamos com frentes de serviço no Jardim Virgínia, na rua Haiti, do Gutierrez, na Rua Tico Lopes, na Trajano Grácia. Para a conclusão dessa obra, vamos precisar do material do CBUQ. Precisamos do CAP, sendo que a greve realmente afetou, nesse sentido, o fornecimento desse material. As frentes de serviço estão sendo concluídas por etapas. Conclusão 100% de uma rua ainda não temos, mas já temos cerca de 10% do contrato concluído: questões de drenagem, escavação, meio-fio, calçada. Quero tranquilizar a população de que as obras não estão paradas, pois o contrato está em andamento”, salienta Jéssica.
Outro contrato dentro do projeto Asfalto Novo, com a Cathio, previa pavimentação no bairro Pedreira, nas ruas Pacífico Borges e Ametista. Segundo o secretário, houve uma nova licitação, porque a empresa anterior rompeu o contrato. “Já concluímos a Pacífico Borges, inclusive, com a nova ponte no bairro Pedreira. Essa parte já com lombada, sinalização horizontal e vertical está concluída. Dentro das próximas semanas, a empresa Cathio vai dar continuidade. Ainda estamos no prazo. Já está programada a continuidade dos serviços de pavimentação naquele bairro para concluir o contrato”, complementa Adriano.
Sobre a estrada do Pinho de Baixo, cujo prazo contratual se encerra no fim de fevereiro, o secretário explica que pode ser necessário um aditivo de prazo em função do prejuízo ao fornecimento de CAP, diante da greve da Petrobras. “Está andando normalmente e temos uma frente de serviço. Toda a base já está concluída. Os moradores do Pinho percebem a melhoria do tráfego. Estamos finalizando, tão breve quanto possível os seis quilômetros, aproximados, que ligam ali o trevo da BR-277 até a ponte”, afirma. Cerca de 30% da obra estão concluídos.
Respondendo à dúvida de um ouvinte, o secretário assegura que o fato de 2020 ser um ano eleitoral não afeta a conclusão das obras, uma vez que o financiamento com a Caixa já foi garantido e que o contrato, com vigência até o meio do ano, está em execução.
A ponte da rua Polônia, no Ouro Verde, que foi desmanchada para ser substituída, tinha previsão de entrega para o fim de janeiro. “Devido à complexidade da obra, porque ali é uma laje de pedra e a tubulação era um antigo tanque de trem, metálico, feita há 20, 30 anos, que corroeu. Como ela perdeu esse material, no final de 2019, ela afundou. Fomos ali com nossos técnicos avaliar a melhor solução e chegamos à conclusão, atendendo ao que a Prefeitura, com o Plano Diretor, tem, que é o Plano de Macrodrenagem Urbana, e atendendo a uma vazão que seja suficiente para escoar toda a água que vem do Arroio dos Pereira. Em, no máximo, dez a 15 dias já estará pronta e liberada para circular o tráfego. Vai ficar, talvez, faltando só a capa asfáltica, que será feita numa segunda oportunidade”, diz. A nova ponte deve ganhar, também, travessias para pedestres, que antes não havia.

Ruas atendidas pelo Asfalto Novo

No Jardim Califórnia, serão atendidas as ruas Angelim Mosele, Luís Fornazari Neto, Nereu Ramos e Agostinho Zarpelon. 
No Centro, as melhorias envolvem as ruas Dona Noca, Coronel Pires, Eugênia Molinari Center, Angelim Mosele e Padre Sebastião Mendes.
No bairro DER, estão previstas intervenções de recape nas ruas Abib Mansur, Sanhaço, Beija-Flor, Onório Podgurski, Gumercindo Esculápio e Silvério Doniak.
Na Vila São João, devem ser recapeadas a Avenida Paraná e a Rua Manoel Cruz do Nascimento, além da pavimentação nas ruas João Anciutti Filho e Augusto Anciutti Sobrinho, na Vila Matilde, nas proximidades do Instituto Federal do Paraná (IFPR), devido à precariedade do pavimento.
No Alto da Glória, serão contempladas com recapes as ruas Duque de Caxias e André Filipak.
O bairro Rio Bonito será contemplado com intervenções nas ruas dos Cedros, dos Pessegueiros, dos Limoeiros, das Macieiras, das Acácias, das Nectarinas, das Grevíleas, Francisco Caggiano, Caetano Zarpellon e Moisés de Oliveira.
As ruas Polônia e Souza Naves, no Jardim Califórnia, também receberão intervenções. No bairro Canisianas, as ruas Antônio Lopes e Antônio Budel serão recapeadas. A Rua Ladislau Obrzut, na Colina Nossa Senhora das Graças, receberá recape asfáltico.