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Pré-candidato do PT sugere exploração de ICMBio para geração de empregos

Para Osvaldo Zaboroski, se fosse liberado o corte de madeira na Floresta Nacional de Irati (Flona), seriam gerados empregos para Irati e cidades vizinhas

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub e Paulo Sava 

Floresta Nacional de Irati (Flona). Foto: ICMBio/Acervo

Ao debater as principais demandas do município de Irati, o empresário do ramo hoteleiro e consultor florestal Osvaldo Zaboroski, pré-candidato à Prefeitura de Irati pelo Partido dos Trabalhadores (PT), sugeriu a exploração do extrativismo vegetal na Floresta Nacional de Irati (Flona) como solução para geração de empregos na região.
“Temos que buscar alternativas, com um secretário forte, uma vinculação com o governo federal e com o estadual, para a recuperação das nossas empresas daqui. Digo as nossas empresas daqui, porque somos um povo madeireiro, temos, como já falo há muitos anos, um Ibama aqui, agora ICMBio. Temos uma floresta que está estagnada que, se abrissem o corte dessa floresta, poderíamos alavancar não só a geração de empregos na nossa cidade como nas cidades vizinhas”, afirma.
A Floresta Nacional de Irati foi criada pela Portaria 559, de 25 de outubro de 1968, do antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal. A unidade preserva o bioma de Mata Atlântica, distribuído em 3802,48 hectares – o que corresponde a 3,8% da área de Irati. A finalidade da Unidade de Conservação é o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas.
“Tem que ter uma pessoa de coragem – e eu me sinto com coragem, brio e caráter – para realmente levar essa bandeira e tentar abrir o corte dessa madeira, fazendo geração para várias empresas lá. Temos empresas com 800 funcionários que dependem dessa matéria-prima. Eu sou um ex-madeireiro, que trouxe madeira de fora, de São Paulo, de Minas Gerais, para suprir a necessidade dos madeireiros da região”, diz.