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Implantação do SAMU altera esquema de atendimento na Santa Casa

Não serão mais admitidos pacientes oriundos do SUS que não sejam emergência; serão atendidos apenas pacientes referenciados pelo PA, pelas UBS ou trazidos pelo SAMU ou SIATE

Da Redação, com reportagem de Rodrigo Zub e Paulo Sava 
A partir de agora todos os pacientes e seus acompanhantes e familiares precisam ser cadastrados em novo sistema de gestão hospitalar da Santa Casa/ Paulo Sava
A efetivação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Irati, a partir da semana passada, altera o esquema de atendimento na Santa Casa de Irati. “O hospital não irá mais atender consultas do Sistema Único de Saúde (SUS) que não sejam emergência”, ressalta o administrador da Santa Casa, Sidnei Barankevicz.
Pacientes que forem enquadrados em consultas eletivas serão encaminhados para o Pronto Atendimento Municipal. “Vamos trabalhar, a partir de agora, com a implantação do SAMU, com um sistema chamado ‘paciente referenciado’. Esse paciente será referenciado ou pelas Unidades Básicas de Saúde, pelo Pronto Atendimento ou trazido pelo SAMU ou pelo SIATE. Vamos trabalhar nos mesmos moldes de uma cidade maior. Em Ponta Grossa, por exemplo, nenhum paciente entra num hospital se não for emergência”, afirma.
No entendimento da administração do hospital, a efetivação do SAMU contribui para organizar melhor o esquema de atendimento da Santa Casa, que tem por finalidade os casos de média e alta complexidade. A saúde primária é atribuição do município e esses pacientes devem ser atendidos no PA, UPA ou Unidades de Saúde e, se for o caso, encaminhados pelo médico para a Santa Casa de Irati. A carência nesse atendimento primário e a busca pela agilidade do atendimento criaram na população o hábito de recorrer diretamente à Santa Casa, sem intermediários.
Barankevicz explica que a 4ª Regional de Saúde esteve organizando, ao longo da semana, a “pactuação” – o sistema que determina para qual hospital deve ser encaminhado o paciente atendido pelo SAMU. O critério é definido conforme a capacidade de atendimento do hospital, em termos de complexidade e de distância. O CIMSAMU, vale lembrar, abrange também a 3ª Regional de Saúde (com sede em Ponta Grossa) e a 21ª Regional de Saúde (com sede em Telêmaco Borba) e envolve 28 municípios.
O administrador observa que, por ser um hospital de referência em urgência e emergência, a Santa Casa recebe um recurso especial, mas que não tem a ver com o SAMU. “Existe um recurso, mas não do SAMU. Hoje o hospital é referência de urgência e emergência e já atende a todos os requisitos que a Portaria da Rede de Urgência e Emergência. O único requisito ao qual o hospital não atende [não atendia] é ser referenciado pelo SAMU, ter cobertura do SAMU. Existe uma portaria que prevê um valor a mais no repasse financeiro mensal da Santa Casa de Irati. Essa portaria, da Rede de Urgência e Emergência vai dar em torno de R$ 80 mil a mais por mês que vamos poder habilitar, porque o hospital já tem todos os requisitos necessários da portaria: ter Pronto Atendimento 24 horas, ter todas as especialidades de sobreaviso, ter UTI adulto 24 horas”, diz.
O atendimento a consultas eletivas particulares e via convênios e planos de saúde será mantido.