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Ecoexpresso da Sanepar visita cidades da região

Ônibus com maquete que mostra o processo de captação, tratamento e distribuição da água permanece em Irati nesta quinta-feira, 22

Paulo Henrique Sava
Lançado em 2014, em comemoração ao Dia do Rio, Irati recebe nesta semana o Ecoexpresso Sanepar. O veículo chegou na última terça-feira, 19, e deve permanecer no Parque Aquático ainda nesta quinta-feira.
No veículo, a população pode participar de atividades de educação socioambiental. Além disso, a população pode acompanhar demonstrações do projeto “Do rio ao rio”, com a visualização da água desde a sua nascente até a sua disposição final, na forma de esgoto tratado.
Em entrevista a Najuá, Luciana Garcia, uma das responsáveis pelo projeto, afirma que o Ecoexpresso Sanepar é um instrumento de educação ambiental. “Ele é uma ferramenta importante para que toda a comunidade conheça os processos da Sanepar através de maquetes interativas. Trabalhamos com todo o ciclo, do rio ao rio, desde os processos de captação, tratamento de água e de esgoto, e tratamento de resíduos sólidos. É uma ferramenta para apresentarmos os nossos processos e principalmente para que as crianças aprendam de modo concreto os processos operacionais da Sanepar”, comentou.
Segundo Luciana, o veículo atende feiras, escolas e projetos, e sempre conta com o apoio das prefeituras e das secretarias de estado. Além disso, também foi firmada uma parceria com o Núcleo Regional de Educação (NRE), que se responsabilizou por convidar os alunos das escolas estaduais.
Sobre a metodologia utilizada no veículo, Luciana destaca que ela é bastante interativa. “Iniciamos com a apresentação da maquete, e há explicação, por parte dos nossos monitores, de todos os processos. Crianças e adultos que visitam o Ecoexpresso têm a oportunidade de conhecer um pouquinho mais da Sanepar e dos nossos métodos”, frisou.
Para Luciana, a maior dificuldade que a população tem ao tentar entender o processo de captação e tratamento da água é de entender como ele funciona na realidade. “As vezes, a gente abre a torneira e diz que tem água, mas por trás de toda esta distribuição tem todo um trabalho de vários funcionários, desde a captação até o tratamento”, comentou.
Outra questão importante é a destinação da água depois de utilizada e que acaba virando um efluente (esgoto). “Como a gente destinar corretamente, para que não haja prejuízos ambientais aos nossos rios”, pontuou.
Na maquete, também estão representados alguns sistemas de captação de água nas comunidades rurais. De acordo com Luciana, na maioria das vezes, estes sistemas são construídos em parceria entre as prefeituras, comunidades e a Sanepar, sendo gerenciado pela própria comunidade. No entanto, o tipo de abastecimento é diferenciado. “Geralmente ele é feito através de poços, ou seja, o tratamento é diferenciado, a distribuição é diferenciada pelas características das comunidades rurais. Nós também contemplamos na maquete esta diferenciação. Inclusive, recebermos também escolas da área rural, e os alunos têm a oportunidade de conhecer como é o sistema na sua comunidade”, pontuou.
Em Irati, várias comunidades são atendidas por este tipo de sistema, como por exemplo, os moradores de Gonçalves Junior, que são atendidos por um poço,e outras que são atendidas por este sistema, denominado saneamento rural.
Sobre a destinação da água da chuva e do esgoto, Luciana conta que 89% das residências iratienses contam com ligação na rede de captação da Sanepar. Aquelas que não possuem rede de esgoto utilizam fossas sépticas. “Tem vários investimentos com os quais a gente vai aumentar este índice, mas hoje já temos um índice melhor que o de muitos municípios do Paraná”, comentou.
Luciana explicou que a água da chuva não deve ser destinada para a rede de esgoto, mas sim para as galerias de água da chuva. Irati conta atualmente com duas estações de tratamento de esgoto: uma localizada no Rio das Antas, entre os bairros Canisianas e Vila Nova, e outra no Riozinho. “O atendimento destas EPs funciona por bacias de esgotamento. Nós sempre captamos de um lugar mais alto e destinamos para uma região mais baixa, o que caracteriza um tratamento anaeróbico, com unidades chamadas de ‘Ralf’ (reatores onde o trabalho de decomposição do esgoto é feito por colônias de bactérias).
“Todo o tratamento atende os padrões ambientais e as normas legais para a destinação deste esgoto”, finalizou.
O Ecoexpresso Sanepar deve permanecer em Irati até o fim da tarde desta quinta-feira, no Parque Aquático. Depois, o veículo segue para o município de Mallet.