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Atletas de Rebouças passam em seletiva da Chapecoense

Ágatha Allana Dadona e Ana Paula Tulio se mudam para SC dentro de duas semanas

Da Redação, com reportagem de Tadeu Stefaniak, Ademar Bettes e João Maria Rodrigues 
Ágatha Allana Dadona e Ana Paula Tulio estiveram no programa "Show de Bola" da Super Najuá para contar detalhes da seletiva realizada em Santa Catarina
A volante Ágatha Allana Dadona, de 17 anos, e a atacante Ana Paula Tulio, 16, ambas de Rebouças, iniciam os preparativos para a mudança para Santa Catarina, que ocorre dentro de duas semanas. As duas foram aprovadas na seletiva da ADELL/Chapecoense, da qual participaram cinco meninas de Rebouças. Ao todo, mais de 50 atletas, de diversos estados, participaram das avaliações, entre 27 e 31 de janeiro, em Chapecó (SC). Do Paraná, apenas mais duas meninas foram aprovadas além das duas reboucenses. A Chape selecionou, ao todo, 13 atletas.
Logo que souberam das seletivas, as adolescentes buscaram patrocínios para auxiliar nos custos: inscrição, viagem, hospedagem e alimentação. Ainda que tenham sempre participado de campeonatos regionais, foi a primeira avaliação em um clube de renome nacional.
“Já vínhamos jogando vários campeonatos municipais e regionais e, no ano passado, teve a 1ª Copa Vale do Mel e, nessa competição, jogou comigo a Vanusa. Ela mora em Rio Azul e é tia do Eli e do Renan, que jogam no Chapecoense. Ela indicou essa seletiva e me passou todos os dados e informações e fui atrás. Foi aí que contatei a Ana Paula e as outras meninas que foram conosco para Chapecó”, conta Ágatha.
Segundo Ana Paula, a Prefeitura de Rebouças prestou apoio e forneceu transporte até Chapecó. Ainda de acordo com ela, o pai de uma das atletas as acompanhou na viagem. Além das duas, Tamires, Thaís e Jaqueline participaram das seletivas.
“Desde o início, os treinamentos foram bem intensos e eles puderam avaliar, enquanto estávamos jogando, tanto a parte psicológica [quanto a física]. Fizemos muitas amizades lá, foi incrível, uma experiência muito boa”, avalia Ana Paula. O nível das demais atletas que participaram da seletiva, conforme a reboucense, era alto e as que foram escolhidas tinham algo a mais, um detalhe que as diferenciava. “Selecionaram aquelas que tinham algo de diferente, que se destacava”, completa.
Ágatha antecipa que, dentro de alguns meses, já devem representar a Chapecoense em importantes competições, como o Campeonato Brasileiro, tanto no Sub-18 quanto no adulto, em que a Chape está na Série A2. A volante demonstra bastante animação em jogar pelo clube, que possui o maior número de convocações para a Seleção Brasileira de Futebol Feminino. “Atualmente, temos duas atletas do Sub-17 que vão jogar conosco nos treinamentos e estão na Seleção Brasileira. Uma delas é zagueira e capitã”, acrescenta.
Ana Paula ainda está concluindo o ensino médio e Ágatha já está de olho no ensino superior. Ela conta que a Chape possui convênio com uma faculdade do município de Chapecó, que fornece bolsa integral para as atletas.
Em maio de 2018, a Associação Chapecoense de Futebol firmou convênio com a Associação Desportiva Lourdes Lago (ADELL), quando foi instituída a modalidade de futebol feminino profissional no clube. O regulamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) passaram a determinar que, a partir de 2019, clubes de futebol brasileiros que não apoiassem o futebol feminino – ou seja, que não inscrevam equipes femininas em competições nacionais – não podem participar da Copa Libertadores da América.