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Grupo rio-azulense inicia preparativos para encenar Paixão de Cristo

Espetáculo será apresentado na Sexta-Feira Santa, 19 de abril, às 20h, no Estádio Municipal Orestes Pallú

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub
Fotos da apresentação de 2017. Imagens: Dimmi Fotografia
A dois meses da Páscoa, já estão a todo vapor os ensaios para a encenação da Paixão de Cristo, que ocorrerá na Sexta-Feira Santa, 19 de abril, às 20h, no Estádio Municipal Prefeito Orestes Pallú, em Rio Azul. Neste ano, a peça será dirigida por Luís Emanuel Nunes (Mano). No ano passado, com as atenções voltadas para a gravação de um filme sobre o Centenário de Rio Azul, o Auto da Paixão deixou de ser realizado.
Segundo Mano, as reuniões e os ensaios, na verdade, começam bem antes, entre dezembro e janeiro. “A partir disso, é feita uma organização inicial e montadas as comissões: de cenografia, de figurino e de direção dos ensaios”, destaca.
Já foram realizados quatro ensaios e, até agora, há 50 pessoas inscritas no elenco, com papeis definidos, sem contar a figuração que deve fazer parte do espetáculo. “Ainda é pouco, por isso pedimos que as pessoas venham ao nosso encontro e venham participar [dos ensaios]”, convida o diretor.Os ensaios ocorrem aos domingos, às 19h, na quadra de esportes da Escola Municipal Professora Vanda Hessel.
Um dos atores e integrante da comissão de organização da encenação, Osvaldo Kosciuk Júnior, frisa que o evento mantém a tradição que perdura há décadas e citou que Teodoro Surmacz, figura conhecida na cidade, outro dia mostrou a eles fotos de sua juventude, de uma apresentação na Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus. De tempos em tempos, por uma razão ou outra, ela deixa de ocorrer, mas sempre surge alguém com a iniciativa de retomá-la. Nos últimos anos, por exemplo, a encenação vinha ocorrendo na frente da Matriz, sob regência do grupo teatral RioUchora. Em 2012, 2013 e 2014 foi assistida por um público de, em média, 2 mil espectadores.
Em 2015 e 2016, a peça não foi apresentada. Em 2017, ela foi retomada, com nova direção, nova montagem e novo local: o Estádio Municipal, a fim de acomodar os espectadores sentados. Antes, os realizadores haviam notado a dispersão do público, especialmente dos idosos, que precisavam caminhar para acompanhar os atos da peça, que se distribuíam entre os vários cenários ao redor da Praça da Matriz e, depois, perto da rodoviária, que reproduziam as estações da Via Sacra. O estádio foi visto como um local ideal para montar os cenários de modo que o público pudesse assistir confortavelmente.
“A comunidade rio-azulense é muito participativa nesse teatro e nos cobra muito. Nesta geração, estamos à frente com 17 pessoas na comissão de organização da encenação e temos figurões de vários anos, como, por exemplo, o Emanuel, o Adão Amorim, o Romualdo Surmacz, o Marcos Duda. São pessoas que já participam há vários e vários anos e continuam dando sua contribuição. Não tivemos no ano passado, mas, no ano anterior, contamos com a participação de entre 4 mil e 5 mil pessoas assistindo a essa encenação. Esperamos um público parecido neste ano, até porque a expectativa, por não ter acontecido no ano passado é muito maior”, comenta o organizador.
Kosciuk Júnior antecipa que o roteiro entregue pelo diretor Luís Emanuel Nunes tem um “quê” de inovação, apesar de contar uma história milenar já conhecida e que não tem como ser modificada. Por isso, o público já pode esperar por surpresas. “No teatro, serão acrescentadas cenas extras, que o Emanuel elaborou para esse ano”, diz.
A encenação terá cinco palcos e deve envolver 150 pessoas no elenco. “Teremos 18 cenas, e quatro cenas novas”, antecipa o diretor, que também reserva algumas surpresas, entre elas, balé. Ao todo, a apresentação deve durar uma hora e meia.
O “intercâmbio” com o grupo São Francisco, responsável pela encenação da Paixão em Irati, deve se repetir, com o elenco rio-azulense fazendo figuração em Irati e vice-versa, comenta Júnior.

Custeio

Não há cobrança de ingressos para a apresentação. Entretanto, os organizadores aceitam doações espontâneas, de qualquer valor, para o custeio de cenários e figurinos. Para este ano, serão confeccionadas muitas peças novas para o figurino, pois antes muitas delas eram emprestadas da igreja e o grupo pretende formar um acervo próprio.
O grupo também está organizando uma rifa, que vai sortear três cestas de Páscoa. Os bilhetes da rifa ainda serão colocados à venda. Neste domingo (24), também será realizada uma pastelada para ajuda no custeio de cenários e figurinos. O grupo também aceita doações da comunidade. Informações com Emanuel no telefone 9-9920- 7839.
Nos próximos dias, os organizadores vão percorrer o comércio local em busca de patrocínios para a montagem da peça, assim como ocorreu em 2017, quando a produção contou com o apoio de costureiras, que confeccionaram as túnicas, e de marceneiros, que montaram os cenários. A Prefeitura de Rio Azul entra com o apoio cultural e cedeu o Estádio Municipal para a realização do evento.