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Atrasos na coleta de recicláveis foram resolvidos

Não houve coleta no período de festividades, o que gerou acúmulos nos quintais

Da Redação, com reportagem de Paulo Henrique Sava, Rodrigo Zub e Jussara Harmuch 
Depois de 15 dias sem coleta de materiais recicláveis durante as festividades de fim de ano, a rotina foi retomada neste início de 2020. A coleta, que ocorre semanalmente, voltou ao normal. A secretária de Ecologia e Meio Ambiente, Magda Lozinski, explica que os dias de coleta coincidiram com o Natal e o Ano Novo. Nem a Prefeitura nem as empresas particulares – Lixo é Luxo e Nossa Senhora Aparecida – coletaram recicláveis nesses dias, que costumam ser o de maior volume.
A presidente da Associação Malinoski, Luciane Blanski, ressalta que a coleta do material reciclável ocorre uma vez por semana. A Associação Malinoski e a Cooperativa dos Catadores e Agentes Ambientais de Irati (Coccair) se alternam: uma passa numa semana e a outra, na seguinte. Os chamados parceiros particulares passam em outro dia na semana e, portanto, ficam duas coletas semanais nos bairros de Irati.
“Não trabalhamos nem no dia 24 nem no dia 31 e, depois, rendeu muito material, tanto que no Rio Bonito, a Cooperativa fez [a coleta] na semana passada, que era a semana deles, e deu sete cargas de material reciclável, só do Rio Bonito. Houve um contratempo, um atraso, mas já foi regulado, já está tudo certo”, esclarece.
Luciane elogia a população iratiense ao dizer que os moradores estão mais conscientes sobre a importância da reciclagem e que, cada vez mais, estão separando os materiais adequadamente. Ainda que não seja o descarte correto, muitos ainda colocam pilhas junto com o material reciclável, que acaba indo parar com os compradores de alumínio. Lâmpadas não são recolhidas por catadores.
O isopor também é um problema, por ser um material cuja venda não compensa. “É como se nós tivéssemos praticamente que pagar para alguém levar o isopor”, salienta Luciane. Sendo assim, ainda é um material encaminhado ao aterro sanitário. Bandejas de isopor e marmitas, por ficarem com restos de alimentos, também não são aproveitadas e devem ser separadas para o recolhimento do lixo comum.
O descarte de vidro merece atenção redobrada, por ser perigoso para quem coleta, ao oferecer risco de cortes com os cacos. É recomendável embrulhar frascos de vidro ou cacos a serem descartados em jornais e embalá-los em caixas de papelão separadas e sinalizar que, dentro da caixa, há vidro. Luciane instrui para que os cacos sejam descartados nas caixas de leite longa vida. A presidente da Associação Malinoski menciona que, dias atrás, uma moradora insistiu que os catadores levassem um parabrisa quebrado e que esse material não é recolhido para reciclagem.
Magda atribui a mudança de atitude do iratiense quanto à separação lixo à determinação que passou a vigorar, a partir do último quadrimestre de 2019, de não recolher material orgânico que esteja misturado com recicláveis. “Se está misturado, a pessoa tem que levar a sacolinha para dentro de casa, separar o material. [A empresa que faz a coleta de] orgânico vai pegar o que é orgânico e [cooperativa de coleta de] reciclável pega o que é reciclável”, salienta.
Luciane estima que, entre a Associação e a Cooperativa, cerca de 50 famílias tiram seu sustento da coleta de recicláveis. Em média, são recolhidas 40 toneladas de material reciclável por mês em Irati, pela Associação Malinoski, sem contar o que é recolhido pela Coccair.
No interior, a coleta de recicláveis ocorre às sextas. Em algumas localidades, como Itapará e Linha B, é na última sexta do mês. Em outras, a exemplo do Guamirim, Pirapó e Água Clara, ocorre toda sexta.
Mais informações sobre os dias de coleta e o itinerário dos catadores de recicláveis podem ser obtidas com a Luciane, pelo telefone 99937-0039.