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Produção e consumo de fumo diminuem no Paraná

Presidente do Sindicato Rural de Irati esclarece a atual situação do tabaco no Paraná, apontando problemas na produção e indicando soluções aos produtores

Cibele Bilovus/Najuá, com reportagem de Paulo Sava e Rodrigo Zub
A produção de fumo está no final de seu ciclo, sendo que o consumo do cigarro tem caído a cada ano. O presidente do Sindicato Rural de Irati, Mesaque Kecot Veres, atribui este fato ao preço pago pelo produto na safra passada e ao valor oferecido atualmente.
"No cenário internacional a China reduziu tanto o consumo quanto a produção. No Paraná havia 36 mil famílias produzindo o tabaco, hoje apenas 28 mil permanecem nessa atividade", relata o presidente.
Em relação à renda, houve um achatamento no lucro. Agricultores comentam com Mesaque que um dos empecilhos é o trabalho manual, muitas das vezes preferem ganhar menos e ter o auxílio de máquinas.
Para o perfil de pequeno produtor o fumo ainda é um mecanismo eficiente, pois obtêm o valor bruto de R$ 20 a R$ 24 mil por hectare, como se trata de uma agricultura familiar o dinheiro da mão de obra fica na própria família.
“A produção vai continuar por muitos anos. No entanto, será menor devido a redução do consumo nacional e internacional. O setor público precisa ficar atento e criar políticas públicas para atender esses trabalhadores, pois já sentem dificuldade rentável e futuramente precisarão de mais alternativas de sustento”, ressalta o presidente do Sindicato. 
Algumas alternativas de renda para esses agricultores são o plantio de frutas e a criação de galinhas caipiras. Porém, há muitos problemas que estão sendo avaliados. Um deles é a distância para levar os ovos até o comércio, o que inviabiliza a produção.