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Direção do CAIC justifica escolha de local para apresentação natalina

Pais e responsáveis de alunos reclamaram que o lugar era muito apertado e que houve superlotação


Da Redação, com reportagem de Paulo Henrique Sava 
Coordenadora pedagógica, Sandra Hlatchuk, e a diretora do CAIC João Paulo II, Josieli Rosana Golinski de Moraes, falaram sobre escolha de local para apresentação natalina durante entrevista no "Meio Dia em Notícias"

A direção do CAIC João Paulo II justificou a escolha do local para a apresentação natalina de quarta-feira (11) à noite. Pais e responsáveis de alunos reclamaram que o local não oferecia espaço suficiente para acomodar as pessoas que assistissem às apresentações dos filhos no encerramento do ano letivo e protestaram contra o alegado descaso do poder público com a manutenção da escola.
A diretora da instituição, Josieli Rosana Golinski de Moraes, conta que assumiu a direção do CAIC em 2017 e que a situação do prédio era preocupante, em diversos aspectos, mas acredita que muita coisa foi melhorada desde então. Contudo, o ginásio de esportes, que foi cogitado, inicialmente, para acolher os pais e responsáveis pelos alunos para as apresentações de Natal, acabou sendo trocado por outro espaço da escola, devido às goteiras.
Josieli ressalta que choveu muito na noite anterior ao dia das apresentações e que, pela manhã, foi verificar as condições do local. A instalação do som, que ocorreria pela manhã, foi adiada para a tarde, porque ainda havia goteiras no ginásio. Ao perceber que não haveria solução, decidiu trocar pelo espaço onde ocorreram as apresentações. “Por causa das calhas, a água fica presa e fica caindo, em forma de goteira, o tempo todo até secar bem. Havia muitas goteiras, até mesmo na arquibancada, onde os alunos se sentariam”, explica.
Segundo a diretora, a mudança de local foi uma medida preventiva. “São crianças. E crianças correm. Por mais que secássemos [o piso] ia continuar vazando água. Os alunos poderiam cair e se machucar e aconteceria algo ainda mais lamentável. Por medida de segurança, arrumamos tudo no auditório, que realmente é pequeno, para umas 150 pessoas. Neste dia, tínhamos mais de 150 pessoas, mas nossas crianças estavam seguras no palco. Nós, adultos, podemos ficar um pouco apertados, mas não podemos colocar nossas crianças em risco”, justifica a diretora.
A direção também pensou em adiar ou cancelar a apresentação, devido ao problema com as goteiras no ginásio. Porém, a empolgação dos alunos, que ensaiaram e se prepararam por semanas, fez com que as professoras desistissem de cancelar e transferissem o evento para um local menor. “Ainda mais que compramos para eles aqueles aneizinhos que brilham, não pedimos dinheiro para os pais, a APMF da escola que comprou, para que ficasse mais bonita a apresentação, com o jogo de luz. Nossa preocupação realmente foi essa”, comenta.
“Buscamos colocar o aluno como prioridade. Nosso evento natalino foi inesquecível, foi marcante. Nos sensibilizamos com as apresentações, com o que foi programado. Tudo foi feito com muito carinho, pensando sempre na pessoa que vai chegar. Preparamos tudo para nossas famílias, para nossos pais e, principalmente, para nossos alunos. Claro que faltou aquele espaço um pouco maior, para que os pais pudessem se sentar para assistir a essas apresentações, mas, infelizmente, não foi possível por causa do mau tempo. Consultamos a previsão do tempo várias vezes durante o dia com a Jô [a diretoria Josieli], vimos que estava marcando chuva e, por precaução, fizemos no auditório e, mesmo assim, foi inesquecível. Tenho a certeza de que as crianças vão levar na memória e no coração delas para o resto da vida essas apresentações”, analisa a coordenadora pedagógica, Sandra Hlatchuk.
Na segunda-feira (9), a equipe de uma empresa terceirizada que presta serviço para a Prefeitura visitou a escola para tentar amenizar a situação do ginásio. “Infelizmente, como é um problema crônico, que não é de hoje, não foi possível amenizar. A reforma do ginásio já está no planejamento para 2020. Então, no ano que vem, essa reforma realmente acontecerá”, assegura.
O Ouvidor Municipal Cristiano Rogal confirma que uma empresa foi até a escola verificar a situação do telhado do ginásio de esportes e que as obras de reforma e recuperação devem iniciar em janeiro, tão logo se encerre o recesso de fim de ano. “É um problema já bem antigo que se estende desde 2004, desde que foi inaugurado o CAIC já acontece esse tipo de situação. Não é um problema de hoje”, argumenta Rogal.
Josieli observa que outros espaços da instituição, como a sala de odontologia, também sofrem com as goteiras e infiltrações. Segundo ela, foi uma de suas primeiras providências, como diretora, mobilizar a reforma do consultório odontológico. A sala ficou sem atendimento em 2019 por falta de dentistas no quadro da Prefeitura. A expectativa é que o atendimento aos alunos da Escola Municipal João Paulo II e da Escola Estadual Antônio Lopes Júnior sejam retomados.
A arrecadação da APMF, através da realização de eventos na escola e da contribuição espontânea dos pais, foi aplicada em uma série de melhorias no prédio, como a adequação da entrada da escola, para corrigir problemas que geravam alagamentos; reforma da câmara fria; reforma do sistema de abastecimento de água; pintura interna e externa e reforma de esquadrias.