notícias

Amcespar sugere aquisição do Agnus Dei para abrigar Erasto

Prefeitos da região se reuniram com o secretário de Saúde, Beto Preto, na quinta (19), quando apresentaram a demanda

Da Redação, com reportagem de Paulo Henrique Sava  
Prefeitos dos municípios abrangidos pela 4ª Regional de Saúde e que integram o Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS/Amcespar) sugeriram ao secretário de Saúde, Beto Preto, que o Estado adquira a estrutura do Hospital Agnus Dei, em Irati, para transformá-lo na sede da Unidade Avançada do Hospital Erasto Gaertner (HEG). A demanda foi apresentada pelas lideranças da região em reunião ocorrida na última quinta-feira (19), em Curitiba, com a presença do superintendente do HEG, Adriano Lago.
O prefeito de Inácio Martins e presidente do CIS/Amcespar, Júnior Benato, justifica que o hospital possui estrutura equipada com centros cirúrgicos que podem ser adaptados para o atendimento oncológicos e permitir a realização de pequenas cirurgias, biopsias e outros procedimentos relacionados ao tratamento de câncer.
O valor do hospital é avaliado em cerca de R$ 12 milhões. A ideia do Estado, por outro lado, é construir um Centro de Especialidades que atenda aos municípios do Consórcio. O projeto é estimado em R$ 7 milhões. A expectativa dos prefeitos é convencer o Estado a adquirir o Agnus Dei e construir, em anexo, um Centro de Especialidades.
Os deputados estaduais Artagão Júnior e Alexandre Curi e a deputada federal Leandre Dal Ponte, que também participaram da reunião, avaliam que a proposta de comprar um hospital pronto em vez de construir um novo é interessante por ser menos onerosa e mais ágil. Ambos se comprometeram a auxiliar os municípios, em caso de sinalização positiva do Estado, na busca de recursos para concretizar o projeto. Beto Preto sinalizou que o Estado deve realizar um estudo de viabilidade. Uma nova reunião com os prefeitos e o secretário está marcada para fevereiro de 2020.
Conforme a prefeita de Fernandes Pinheiro, Cleonice Schuck, a reunião foi bastante produtiva e teve ausência de apenas dois prefeitos: o de Guamiranga, Angelo Machado, e o de Imbituva, Bertoldo Rover, ambos por motivo de saúde.
Este hospital serviria tanto para o Consórcio de Saúde, como também para o Erasto Gaertner poder ampliar seus atendimentos
A prefeita acredita que a consolidação desse projeto contribuiria não só para a saúde da região como, até mesmo, para o desenvolvimento econômico da região, uma vez que o funcionamento do hospital oncológico e do Centro de Especialidades demandaria a vinda de uma grande variedade de profissionais de saúde ao município, o que poderia fomentar, inclusive, a abertura e oferta de novos cursos superiores na Unicentro voltados à área da saúde.
“Temos um hospital que está sendo estruturado em Guarapuava, um em Ponta Grossa e um em Curitiba. Mas, para nós, seria de suma importância se fortalecesse esse atendimento aqui, porque quase 90% dos casos oncológicos poderiam ser atendidos em Irati. O deslocamento até Curitiba, levantar de madrugada, o desgaste do tratamento [seria amenizado]. Os pacientes teriam essa comodidade e estariam perto de casa”, frisa.
Para o município de Fernandes Pinheiro, em específico, a instalação do HEG no Hospital Agnus Dei em Irati faria grande diferença. “Na questão financeira, há uma importância muito grande, porque a demanda dessas viagens para Irati, que muitas vezes vamos com micro-ônibus e mais dois, três, até quatro carros, a falta de motoristas – e não temos como contratar, nem como colocar no próximo concurso, devido ao chamamento que ocorreu na gestão anterior, de 85 cargos. Infelizmente, motoristas não foram contemplados. Já tivemos que terceirizar linha escolar para trazer esses motoristas para a área da saúde. O mais importante em tudo isso é a comodidade", avalia.
O bem-estar de nossos munícipes é imensurável, não tem dinheiro que pague”
Cleonice acredita que a aquisição do Agnus Dei pelo Estado adiantaria em 10 a 15 meses a instalação efetiva do Hospital Erasto Gaertner em Irati, tendo em vista o período necessário para a conclusão do projeto, angariamento de recursos, licitação e construção. “Se levarmos 12 meses em negociação, em organização de documentos, de 12 a 18 meses, em um ano, um ano e meio estaríamos com o hospital funcionando”, estima.
Regionalização de atendimento
Ao comentar os avanços do setor de Saúde no município de Fernandes Pinheiro em 2019, a prefeita Cleonice Schuck salienta a política tanto federal quanto estadual de regionalizar os atendimentos. “Algumas mudanças de difícil entendimento para muitas pessoas. Antigamente, votávamos em Fernandes, morávamos em Imbituva, Irati, São João do Triunfo e acabávamos consultando em Fernandes Pinheiro. Não podemos mais fazer isso hoje, pois temos de comprovar residência, porque os recursos, a partir de 2020, virão pelo número de habitantes. Temos que ter essa certeza, para a própria organização, tanto do governo federal quanto estadual”, diz.
Os recursos obtidos pelo Selo Bronze permitiram a ampliação de Unidades de Saúde da Sede e do Angaí – recursos de R$ 250 mil para cada uma das duas Unidades. Essas melhorias incluem, ainda, garagem e refeitório para os motoristas da Secretaria de Saúde.