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Incêndio destrói casa onde vítima de homicídio foi esfaqueada

Conforme o Delegado Paulo César Eugênio Ribeiro, residência que pegou fogo na rua Mato Grosso, na Vila São João, foi o local onde teve início o desentendimento que resultou no homicídio de Érico Neves

Da Redação
Na primeira vez que foi conduzido para a Delegacia para prestar depoimento na segunda-feira, 28, suspeito do homicídio foi localizado justamente na residência que pegou fogo na sexta-feira, 1º
Um incêndio destruiu uma residência na Rua Mato Grosso, na Vila São João, em Irati, na noite de sexta-feira, 1º. A Polícia Militar foi acionada para prestar apoio e isolar o local. O Corpo de Bombeiros combateu o fogo e fez rescaldo no imóvel. As causas serão investigadas. 

Confira imagens do incêndio em um vídeo no fim do texto

Conforme informações repassadas pelo Delegado Paulo César Eugênio Ribeiro, o imóvel que pegou fogo foi onde ocorreu a discussão que resultou no assassinato de Érico Neves, de 27 anos, que foi encontrado morto numa vala na Avenida Paraná no domingo, 27. “Na verdade, o suspeito ficava nessa casa uma vez ou outra, mas era uma casa de madeira sem morador, sem ninguém. A casa real do suspeito, é a casa da mãe dele, do suspeito. Não era dele na verdade, ele só ficava às vezes. Foi a casa que aconteceram os fatos”, relatou o Delegado, confirmando que a residência não pertencia ao suspeito do homicídio, mas foi onde o jovem recebeu as primeiras facadas que ocasionaram sua morte. O local também era conhecido como ponto de tráfico de drogas, de acordo com a PM.
O suspeito do homicídio foi detido pela equipe da Rotam da 8ª Cia na noite de quinta-feira, 31, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. Os policiais abordaram o rapaz na casa de sua mãe na rua Santa Catarina, na Vila São João, que fica próxima do local onde a vítima foi esfaqueada.

Suspeito do homicídio foi ouvido e liberado no começo da semana

O jovem detido, de 20 anos, é o mesmo que foi apresentado na Delegacia na segunda-feira passada, 28. Na ocasião, ele prestou depoimento e foi liberado. Em contato com a nossa reportagem naquela oportunidade, o Delegado disse que eram necessários outros elementos como prova para que o juízo da Comarca determinasse a prisão do suspeito. O Delegado também havia dito que a prisão em flagrante não era possível em função da legislação penal.

Rapaz foi indiciado por homicídio duplamente qualificado

Depois disso, as investigações prosseguiram e a Polícia Civil conseguiu reunir mais informações sobre o crime, que possibilitaram a prisão preventiva do suspeito. De acordo com o Delegado, o jovem detido foi indiciado por homicídio duplamente qualificado pela crueldade que a vítima foi morta.
“Ele foi apresentado pela Polícia Militar, mas essa apresentação demorou muito para ser realizada não sendo mais possível a prisão em flagrante. Diante disso, nós iniciamos diligências para tentar identificar outros elementos que permitissem a prisão preventiva e não mais em flagrante para poder garantir a ordem pública diante da repercussão que o caso teve e diante da gravidade do delito que foi praticado. Nós fizemos esse pedido, inclusive esse pedido foi feito e corroborou e só aumentou o quadro probatório do inquérito policial que vai embasar eventual processo. Isso é muito importante porque esse fato poderia ser enquadrado como homicídio simples se fosse realizada a prisão em flagrante. Isso daí certamente prejudicaria na condenação do rapaz. Nós indiciamos ele por homicídio duplamente qualificado pela futilidade do caso e também pela crueldade pela qual a vítima foi morta”, ressalta Ribeiro.
A Polícia Civil apurou que a vítima foi morta no sábado, 26, um dia antes do corpo ter sido localizado. “A vítima quando recebeu as facadas e foi colocada dentro do porta-malas, a vítima ainda estava viva. Ela conseguiu sair do porta-malas com o carro em movimento e o autor voltou e passou o carro diversas vezes na vítima para poder efetivar para poder ceifar a vida da vítima. Isso daí é requintes extremos de crueldade e tudo isso só pode ser apurado a partir da investigação realizada pela Polícia Civil, que vai refletir certamente na pena, na condenação desse sujeito. Diante disso foi feito o pedido de prisão, ele foi apresentado na Delegacia ontem [quinta-feira] e vai ficar efetivamente preso agora preventivamente. Não vai sair da cadeia e o Ministério Público provavelmente vai oferecer denúncia. O processo se iniciará com a posterior pronuncia que a gente fala havendo o aceitamento pelo juiz em seguida deve ir a júri popular. Esses os procedimentos que devem ser tomados de acordo com a legislação. A Polícia Civil continua investigando tendo em vista que há serias suspeitas de participação de outras pessoas nesse delito inclusive possivelmente com alguma tentativa de ocultação de provas ou alguma coisa nesse sentido, mas isso aí vai ser numa fase posterior que vai se iniciar a partir de agora”, salienta o Delegado.

Confira imagens do incêndio no vídeo abaixo