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🔈 Número de obras inscritas no Varal de Poesias Cristina Mosele surpreende organização

Da Redação, com informações e fotos Assessoria da Unicentro 

O número de obras inscritas no 14º Varal de Poesias Cristina Mosele, promovido pelo Departamento de Letras e pela Divisão de Promoção Cultural do campus Irati da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), surpreendeu a organização. A quantidade mais do que triplicou. “Esse ano foi, sem dúvida, um sucesso, se pensarmos que, no ano passado, tínhamos 60 poesias, e este ano tivemos inscritas 209 poesias”, destaca a professora Mariléia Gartner, do curso de Letras. 

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A edição deste ano adotou como tema os Direitos Humanos e, para que os textos não ficassem apenas no papel, as poesias foram apresentadas em recital, no Auditório Denise Stoklos. As poesias foram divididas nas categorias Juvenil e Adulto.
Alunos do ensino fundamental II (6º ao 9º ano) dos colégios estaduais Trajano Grácia e Gonçalves Júnior elaboraram textos em sala de aula e participaram do concurso que integra o Varal de Poesias da Unicentro. “Você vê alunos que, de repente, têm uma dificuldade muito grande de falar, de escrever, de se expressar, e você vê o aluno vindo aqui na frente falando, se expressando, é muito gratificante. Aí que a gente entende que realmente vale muito a pena essa luta diária da gente”, comenta a professora Salete Franczak, que leciona para turmas de 6º ao 9º ano do Colégio Trajano Grácia.
O estudante Alan Henrique Pedroso, de 14 anos, aluno do Colégio Estadual do Campo de Gonçalves Júnior, venceu a categoria Juvenil com a poesia “Humano Ser”. “A poesia Humano Ser veio da base da Declaração dos Direitos Humanos, que nas aulas de Português a professora trabalhou o tema Direitos Humanos. Eu amo escrever, todo o tipo de texto eu gosto de escrever. A partir dessa poesia, eu aprendi a amar a poesia, a declamá-la e a incorporá-la”, disse Alan.
O trabalho foi conduzido nas salas de aula dos colégios pelas estagiárias de Literatura e de Língua Portuguesa, disciplina do terceiro ano do curso de Letras/Português da Unicentro. Na avaliação da aluna Luana Kubis, o recital serviu para que os estudantes que participaram da categoria Juvenil caprichassem ainda mais nos textos. “Eles são muito criativos e me surpreenderam bastante com a criatividade das poesias. Os alunos, quando fazem o trabalho que eles acham que é só para eles, eles fazem um trabalho ali porque é para eles, mas quando eles sabem que tem essa proporção grande da Unicentro, eles dão o melhor deles e a Unicentro dá o melhor para receber os alunos também”, comentou.

O diretor do Colégio Estadual Trajano Grácia, Carlos Gutervil, acompanhou o recital, que encerrou as atividades do estágio das alunas da Unicentro. “O contato com os estagiários, com os professores que vão até o colégio, é uma troca. Traz um amadurecimento e um crescimento para os nossos alunos e para a nossa comunidade escolar, que é fundamental no dia a dia, porque às vezes, no convívio diário na escola, a gente não consegue passar. Então, esse olhar de fora para dentro é de suma importância justamente para o desenvolvimento desse pensamento crítico e a busca por respeito principalmente”, avaliou.
O Varal de Poesias Cristina Mosele é realizado anualmente em memória da ex-aluna de Letras da Unicentro, que faleceu num acidente de trânsito em 2004. A mãe de Cristina, Maria Mosele, comentou que a filha tinha como objetivo incentivar a escrita poética. “Eu sinto orgulho pela minha filha, gratidão pela Unicentro por lembrar dela, pelo reconhecimento do trabalho dela. Eu acho que a missão dela era fazer, incentivar a poesia, ela deve ter sido poeta em outra vida”, disse.


“O Varal de Poesia é um projeto muito importante para ter um espaço de produção do texto poético e de incentivo à literatura e à produção do texto poético, ele cumpre de uma forma bastante significativa esse papel social da universidade, cultural da universidade. Direitos humanos, literatura, ensino de literatura e formação de leitores tem tudo a ver com o que aconteceu aqui, você tem uma perspectiva de formar leitores mais humanizados e que estão mais em sintonia com uma sociedade mais humana, que é o que nós buscamos”, enfatizou a coordenadora do projeto, a professora Mariléia Gartner.