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Filme “Zé, A Vida Como Ela É” chega a Curitiba

Depois de 31 apresentações e de passar por sete cidades, produção iratiense será exibida gratuitamente no Cine Guarani, na quarta-feira, 23, às 19 h

Da Redação 
Filme será exibido de forma gratuita na Capital do Estado nesta quarta-feira, 23
Os números mostram que o longa-metragem “Zé, A Vida Como Ela É” conquistou o público por onde passou. Pouco mais de quatro meses depois de ser lançado, o filme já foi exibido em sete cidades, num total de 31 apresentações, que reuniram aproximadamente 3.500 pessoas. Porém, o que os dados colocados no papel não mostram é que a produção tem um significado especial para os expectadores, que ficam encantados com a atuação dos atores amadores, que conseguem retratar com o mesmo brilho de grandes produções cinematográficas como é o cotidiano simples e pacato de uma pessoa que vive no interior. 
Depois de passar por Irati, Fernandes Pinheiro, Teixeira Soares, Mallet, Paulo Frontin, Prudentópolis e Rebouças, o filme chega a capital do Estado nesta quarta-feira, 23. O longa-metragem será exibido de forma gratuita no Cine Guarani, que faz parte do Portão Cultural, complexo que une vários serviços no bairro Portão em Curitiba, às 19 h.
“Quero agradecer a Prefeitura de Curitiba, através da Secretaria de Cultura, pelo apoio e incentivo para que o nosso filme pudesse ser exibido em Curitiba. Estamos muito felizes por um filme 100% iratiense ser exibido em Curitiba”, comemora o diretor do filme, o fotógrafo Lúcio Robaskievicz.
O filme narra a história de Zé, um personagem do campo, que leva uma vida muito simples e humilde, que se depara com o contraste da vida na cidade, após uma reviravolta que o torna muito rico. “Este filme conta sobre a vida do Zé, um caipira do interior que ama a natureza, casado com Izulina que detesta esta vida e sonha em morar na cidade. O Zé tem uma grande amizade com um menino [Rodolfo], filho de seu rival, o qual faz de tudo para se livrar do Zé, até que certo dia o tiro saiu pela culatra e ele é expulso da fazenda. Zé perde contato com o menino e recebe a visita de seu primo que há anos saiu do interior e todos acham que ele está muito bem na cidade, mas não tem dinheiro para voltar para casa e vende um bilhete de loteria para o Zé, o qual acaba sendo premiado, Zé fica rico e vem para a cidade, e apronta muitas... e tem muito mais”, diz a sinopse do filme.
Em Irati, o filme já foi exibido em diversos locais: Cinema.Com, Centro Cultural Clube do Comércio, Paróquias São Miguel, Nossa Senhora da Luz, São João Batista, Perpétuo Socorro e Imaculado Coração de Maria, Clube Operário, bairros Riozinho, Vila São João e Engenheiro Gutierrez, e as comunidades do Pirapó, Alvorada, Monjolo, Pinho de Baixo, Guamirim, Gonçalves Júnior, Itapará, Colônia São Lourenço e Cerro do Canhadão. Com isso, moradores de outros municípios também se sentiram atraídos para conferir a produção. Em algumas cidades como é o caso de Fernandes Pinheiro e Mallet, o longa-metragem foi apresentado na área urbana e no interior do município, nas localidades de Assungui e no distrito de Rio Claro do Sul, respectivamente.
Além de Curitiba, mais três exibições estão marcadas para os dias 26 de outubro, 1º e 9 de novembro nas comunidades de Palmital, Apiaba e Linha B.
Nelson Fillus, coordenador da Capela Santo Antonio, no bairro Riozinho, em Irati, onde ocorreu a sessão do filme no dia 11 de junho, destacou que a película o fez recordar de momentos vividos durante sua infância. “Praticamente me senti dentro do filme, pois ele mostra coisas que vivemos da infância até hoje, como vim do interior e a gente sentiu a vida passando”, comentou.
A moradora Vitória Roginski disse ter ficado emocionada ao assistir ao filme. “Tudo o que aparece no filme é importante, cheguei a me emocionar”, disse Vitória. O fato dos atores serem pessoas conhecidas na cidade de Irati também torna a produção ainda mais identificada com a população. “Foi bem emocionante, uma história muito bonita e com bastante gente conhecida [na tela]”, frisou Irene Roginski.
Morador do distrito de Gonçalves Junior, Hamilton Luiz Brandalize, o Ake, ficou impressionado com a beleza da obra, destacando a relevância do conteúdo cultural e religioso da produção. "É um filme que nos leva às lágrimas. Parabéns aos participantes, eu recomendo porque você vai passar horas agradáveis de emoção. É um filme muito bonito".
Em pelo menos duas oportunidades, o filme teve a renda destinada para ações sociais. O dinheiro obtido com a venda dos ingressos durante a exibição em agosto na Escola Municipal dos Colonizadores, em Gonçalves Júnior, foi repassado para auxiliar no tratamento de saúde do menino Alisson Nairã Rost Benâncio, que sofre de distrofia muscular de Duchenne. Já na sexta-feira passada, 18, o valor arrecadado na bilheteria foi repassado para a Associação do Núcleo de Apoio ao Portador de Câncer de Irati (ANAPCI).