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75 novas casas serão construídas para moradores da Vila Santana, em Prudentópolis

Prefeitura de Prudentópolis em parceria com a Cohapar e SEJUF vão construir 75 casas e reformar 12 por meio do Projeto Família Paranaense

Da Redação, com reportagem de Élio Kohut/Intervalo da Notícia 
O responsável pelo setor de Habitação da Prefeitura de Prudentópolis, José Vilmar Montani, explicou como se procederá a requalificação para a retirada de moradores da Vila Santana de uma área de risco. O projeto será executado pela Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar). Ao todo, serão construídas 75 novas casas e 12 reformadas. Durante esse período, os moradores serão beneficiados com o aluguel social, que será pago pela secretaria da Justiça, Família e Trabalho (SEJUF). O primeiro mês de aluguel já foi liberado.
A empresa contratada para executar a obra deve iniciá-la assim que todos os moradores deixem a área de risco. A previsão de entrega do projeto é de nove meses. As novas casas devem contar com infraestrutura básica: energia elétrica, água, rede de esgoto e asfalto.
Montani comenta que o projeto envolve vários órgãos e servidores do Estado e da prefeitura, entre eles Cohapar, SEJUF, Secretaria Municipal de Assistência Social, Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), Departamento de Habitação, entre outras pastas. O responsável pelo setor de Habitação comenta que o projeto vinha sendo elaborado desde 2012 pelas entidades parceiras e foi retomado em 2017 graças ao bom relacionamento do prefeito Adelmo Luiz Klosowski com o governo do Estado. Com isso, ele está perto de se concretizar para os moradores. Há uma demanda antiga de realocação desses moradores para uma área segura, pois onde eles moram é uma área sujeita a alagamentos e enchentes.
“Para construir as casas novas, eles precisarão sair do local. Como é área de risco, será necessário fazer todo um trabalho de terraplanagem para que receba as casas novas. O aluguel social é para que a pessoa consiga sair de sua casa, alugue outra e consiga pagar o aluguel. Caiu o depósito para os moradores da Vila Santana e eles têm, no máximo, 30 dias para sair das casas para o início das obras”, detalha.
As novas casas formarão um conjunto habitacional. Segundo Montani, o que complicou o projeto foi justamente a necessidade de as residências serem naquele mesmo local – hoje considerado área de risco – sem a doação de terreno em outro local. “Isso criou um problema para nós porque, em 2017, o IAP segurou uma área e não autorizou a construir naquela área. Tivemos que procurar mais área para construir todas as casas. Ofertamos outra área e a Cohapar não aceitou, porque o projeto previa que fossem construídas todas as casas naquele local. Conseguimos ceder um espaço maior, mas teremos que desmanchar um pedaço da quadra de areia que tem no local”, justifica.