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Podcast: Gerente da Caixa repassa orientações para evitar golpes

Para Roque Villand Policeno, maioria dos casos de golpes como o “Bilhete Premiado” ou do “falso mecânico” por desconhecimento, inocência ou ganância das vítimas

Paulo Henrique Sava
Mesmo sendo um dos mais conhecidos, o “Golpe do Bilhete Premiado” continua fazendo vítimas em todo o Brasil. O gerente da agência da Caixa Econômica Federal de Irati, Roque Villand Policeno, relata que, nestas situações, os estelionatários se passam por pessoas simples dizendo que estão com dificuldades para receber um prêmio. Neste momento,eles "envolvem" a vítima , pedindo que ela os ajude a retirar o prêmio mediante a entrega de uma certa quantia como garantia.
Na maioria dos casos, os bandidos enganam a vítima, dizendo que ela receberá um percentual do “prêmio” pela ajuda. Ela retira o dinheiro da própria conta bancária e entrega para os estelionatários, que acabam fugindo. Só então a pessoa se dá conta de que caiu em um golpe.
O golpe do “falso mecânico” também vem fazendo muitas vítimas. Nesta situação, a pessoa recebe a ligação de um suposto “parente” afirmando estar com o carro quebrado em uma estrada. O estelionatário pede que a vítima realize a transferência de um determinado valor para uma conta bancária, que supostamente pertenceria a um mecânico. Esta atitude é uma das principais características deste crime.
Mas se os golpes são tão conhecidos, como ainda algumas vítimas acabam sendo enganadas? Policeno acredita que a maioria dos casos ocorre por desconhecimento, inocência ou ganância das vítimas. Ele orienta as pessoas a não acreditarem em pessoas que dizem estar com dificuldades para retirar prêmios, nos casos do golpe do “Bilhete Premiado”.
Caso a pessoa receba ligações sobre supostos sequestros ou de “falsos mecânicos”, elas devem manter a calma e entrar em contato com as supostas vítimas. Roque sugere que a pessoa “pergunte algo errado” sobre sua família para o estelionatário, o que pode facilitar a identificação do golpe.
Acompanhe um trecho da entrevista concedida ao programa Espaço Cidadão.
Denúncias foram registradas em Irati neste mês
O golpe do falso sequestro quase fez uma vítima em Irati no mês de setembro. Uma idosa recebeu uma ligação informando que alguns homens estavam com o filho dela. Para liberá-lo, o golpista solicitava uma quantia em dinheiro para o resgate.
A vítima acionou a Polícia Militar para comunicar que a residência do seu filho havia sido invadida. Além disso, ela disse que os bandidos permaneciam no local e haviam amarrado as pessoas que estavam na casa.
Equipes da PM foram até o local indicado e encontraram uma pessoa trabalhando num barracão. Logo em seguida, um homem saiu da residência. Ele era o filho da mulher que havia recebido a ligação informando sobre o falso sequestro. O homem afirmou que estava almoçando com a família e negou que tivesse sido sequestrado ou alvo de assalto. Depois disso, ele entrou em contato com a mãe e confirmou que ela havia recebido uma ligação de uma golpista, que exigia uma quantia em dinheiro para libertá-lo.
A família foi orientada para procurar a Delegacia e repassar o número de telefone do autor da tentativa de golpe para tentar localizá-lo.

Outro golpe

Em outro caso, uma tentativa de estelionato foi registrada na madrugada de quarta-feira, 4, em Irati. Uma moradora da rua Alfredo Bufrem recebeu uma ligação de uma pessoa informando que a filha estava sendo assaltada em seu apartamento. Para resgatar a jovem, o homem solicitava uma quantia em dinheiro.
A mulher conseguiu falar com a filha e descobriu que se tratava de uma tentativa de golpe. O número de telefone que foi usado pelo golpista era do estado de Goiás, segundo a Polícia Militar.
Nestes casos, é importante que a pessoa salve o telefone utilizado pelo golpista e repasse informações para a Polícia Militar.